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O papel da alfa-1 glicoproteína ácida na monitorização clínica da gengivoestomatite crónica no gato : um estudo exploratório

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A alfa-1 glicoproteína ácida (AGP) é uma proteína de fase aguda cuja concentração sérica se encontra elevada nas doenças sistémicas nos gatos. O objetivo do presente estudo consistiu em determinar os níveis de AGP numa amostra de animais com gengivoestomatite crónica (GECF), comparar os mesmos com um grupo saudável e verificar a sua evolução em dois momentos pós-cirúrgicos (dia 30 e dia 60). Foram selecionados 20 gatos: 10 controlos e 10 doentes, sem co-morbilidades diagnosticadas. Procedeu-se ao doseamento da AGP sérica com recurso a um kit AGP-8 de ensaio de imunoabsorção enzimática (ELISA). Todos os gatos do grupo doentes apresentam lesões clínicas graves de mucosite caudal e estomatite, alterações histológicas de inflamação máxima, bem como positividade para a presença de antigénio para o calicivírus felino reforçando a homogeneidade deste grupo. Foi observado um aumento significativo da concentração sérica de AGP nos gatos afetados, confirmando que existe inflamação com impacto sistémico. Observou-se ainda uma correlação positiva, estatisticamente significativa, entre os valores de AGP e a presença de mucosite caudal no dia 0, a presença de estomatite nos dias 30 e 60. Este estudo exploratório sugere que este biomarcador poderá ser útil como fator de mau prognóstico do tratamento cirúrgico.
Autores principais:Rosa, Rita Mourão
Assunto:gengivoestomatite crónica felina alfa-1 glicoproteína ácida gato extrações dentárias biomarcador calicivírus felino Feline chronic gingivostomatitis alpha-1 acid glycoprotein cat dental extractions biomarker feline calicivirus
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A alfa-1 glicoproteína ácida (AGP) é uma proteína de fase aguda cuja concentração sérica se encontra elevada nas doenças sistémicas nos gatos. O objetivo do presente estudo consistiu em determinar os níveis de AGP numa amostra de animais com gengivoestomatite crónica (GECF), comparar os mesmos com um grupo saudável e verificar a sua evolução em dois momentos pós-cirúrgicos (dia 30 e dia 60). Foram selecionados 20 gatos: 10 controlos e 10 doentes, sem co-morbilidades diagnosticadas. Procedeu-se ao doseamento da AGP sérica com recurso a um kit AGP-8 de ensaio de imunoabsorção enzimática (ELISA). Todos os gatos do grupo doentes apresentam lesões clínicas graves de mucosite caudal e estomatite, alterações histológicas de inflamação máxima, bem como positividade para a presença de antigénio para o calicivírus felino reforçando a homogeneidade deste grupo. Foi observado um aumento significativo da concentração sérica de AGP nos gatos afetados, confirmando que existe inflamação com impacto sistémico. Observou-se ainda uma correlação positiva, estatisticamente significativa, entre os valores de AGP e a presença de mucosite caudal no dia 0, a presença de estomatite nos dias 30 e 60. Este estudo exploratório sugere que este biomarcador poderá ser útil como fator de mau prognóstico do tratamento cirúrgico.