Publicação
Doença das manchas castanhas da pereira ‘Rocha’: compilação parcial dos resultados obtidos no âmbito do Grupo Operacional Protecestenfilio ensaios de patogenicidade: Stemphylium e Alternaria sp.
| Resumo: | A doença das manchas castanhas da pereira causa elevados estragos de produção e, consequentemente, avultados prejuízos em toda a cadeia de produção e comercialização. Tem sido associada à espécie Stemphylium vesicarium (Wallr.) E. Simmons que infecta flores, frutos pequenos, folhas e frutos antes da colheita. Este trabalho resulta da monitorização da estenfiliose em seis ensaios de campo instalados na região do Oeste, ao longo de quatro anos no âmbito do grupo Operacional Protectestenfilio. Adicionalmente, pretendeu-se clarificar os sintomas e etiologia da doença através da realização de testes de patogenicidade. Na introdução apresenta-se uma breve revisão sobre a doença dando-se ênfase aos aspetos relacionados com a importância económica, distribuição geográfica, a etiologia, sintomatologia e epidemiologia da doença. No capítulo 1 faz-se a caracterização dos pomares bem como das modalidades ensaiadas. A modalidade 1 (testemunha), sem remoção do material vegetal do solo com ou sem linha limpa, a modalidade 2, com remoção de material vegetal do solo, a modalidade 3 com aplicação de agentes de controlo biológico e a modalidade 4, com a aplicação de biocidas. Apresentam-se os resultados apurados para a incidência e de severidade da doença obtidos nos diferentes órgãos (flores, frutos pequenos, folhas e frutos à colheita) por pomar e por ano. As diferentes modalidades ensaiadas não relevaram eficácia na redução do inóculo potencial presente nos pomares o que pode ter sido resultado da influência da idade do pomar, do histórico da doença e/ou das condições meteorológicas ocorridas ao longo dos quatro anos de ensaio. No capítulo 2 procede-se à realização de teste de patogenicidade com uma seleção de isolados de Alternaria sp. e S. vesicarium obtidos em diversos pomares em 2021. Todos os isolados de S. vesicarium e de Alternaria sp. foram patogénicos dando origem ao aparecimento de manchas castanhas semelhantes na epiderme da polpa dos frutos. A agressividade dos isolados mostrou-se variável e independente das características do pomar de origem. Estes resultados confirmam que a doença das manchas castanhas é causada por um complexo de fungos, o que acarreta implicações diretas na proteção fitossanitária dos pomares. |
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| Autores principais: | Pereira, Cláudia Rodrigues |
| Assunto: | Stemphylium vesicarium Alternaria sp. incidência severidade patogenicidade agressividade incidence severity pathogenicity aggressiveness |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A doença das manchas castanhas da pereira causa elevados estragos de produção e, consequentemente, avultados prejuízos em toda a cadeia de produção e comercialização. Tem sido associada à espécie Stemphylium vesicarium (Wallr.) E. Simmons que infecta flores, frutos pequenos, folhas e frutos antes da colheita. Este trabalho resulta da monitorização da estenfiliose em seis ensaios de campo instalados na região do Oeste, ao longo de quatro anos no âmbito do grupo Operacional Protectestenfilio. Adicionalmente, pretendeu-se clarificar os sintomas e etiologia da doença através da realização de testes de patogenicidade. Na introdução apresenta-se uma breve revisão sobre a doença dando-se ênfase aos aspetos relacionados com a importância económica, distribuição geográfica, a etiologia, sintomatologia e epidemiologia da doença. No capítulo 1 faz-se a caracterização dos pomares bem como das modalidades ensaiadas. A modalidade 1 (testemunha), sem remoção do material vegetal do solo com ou sem linha limpa, a modalidade 2, com remoção de material vegetal do solo, a modalidade 3 com aplicação de agentes de controlo biológico e a modalidade 4, com a aplicação de biocidas. Apresentam-se os resultados apurados para a incidência e de severidade da doença obtidos nos diferentes órgãos (flores, frutos pequenos, folhas e frutos à colheita) por pomar e por ano. As diferentes modalidades ensaiadas não relevaram eficácia na redução do inóculo potencial presente nos pomares o que pode ter sido resultado da influência da idade do pomar, do histórico da doença e/ou das condições meteorológicas ocorridas ao longo dos quatro anos de ensaio. No capítulo 2 procede-se à realização de teste de patogenicidade com uma seleção de isolados de Alternaria sp. e S. vesicarium obtidos em diversos pomares em 2021. Todos os isolados de S. vesicarium e de Alternaria sp. foram patogénicos dando origem ao aparecimento de manchas castanhas semelhantes na epiderme da polpa dos frutos. A agressividade dos isolados mostrou-se variável e independente das características do pomar de origem. Estes resultados confirmam que a doença das manchas castanhas é causada por um complexo de fungos, o que acarreta implicações diretas na proteção fitossanitária dos pomares. |
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