Publicação
Outcome predictors in critically ill patients with haematological malignancies admitted to an intensive care unit
| Resumo: | INTRODUÇÃO: Em décadas recentes, vários estudos têm demonstrado uma redução nas taxas de mortalidade de doentes críticos com neoplasias hematológicas admitidos em unidade de cuidados intensivos (UCI). No entanto, existe uma escassez de dados relativos ao prognóstico a longo prazo destes doentes. OBJETIVOS: Identificar preditores independentes de prognóstico em doentes com neoplasia hematológica admitidos em UCI. O resultado principal foi um ECOG < 2 a 1 ano pós-UCI. Resultados secundários foram a mortalidade (UCI e a 1 ano) e o estado terapêutico (a 1 ano). MÉTODOS: Estudo coorte restrospetivo unicêntrico. Foram incluídos todos os doentes adultos com um diagnóstico de neoplasia hematológica admitidos na UCI de nível 3 de um Hospital Universitário, entre Junho/2014 e Outubro/2021. Dados clínicos na admissão, durante o internamento e após a alta da UCI foram extraídos dos registos clínicos. Foi realizado estudo estatístico através de análise uni e multivariada (regressão logística e Cox). RESULTADOS: Foram incluídos 143 doentes. 81% dos sobreviventes a 1 ano atingiram o resultado primário (ECOG < 2). Não identificámos preditores independentes deste resultado. As taxas de mortalidade na UCI e a 1 ano foram de 47% e 74%, respetivamente. Por análise multivariada, o SOFA na admissão, o SOFA mais elevado e a variação entre ambos foram preditores independentes de mortalidade na UCI, enquanto o tempo de suporte de órgão foi preditor de sobrevivência. Não identificámos preditores de mortalidade a 1 ano. A taxa de compliance à terapêutica no pós-UCI para sobreviventes de longo-prazo foi de 84%. CONCLUSÃO: A admissão em UCI de doentes críticos com neoplasia hematológica não teve um impacto negativo na sobrevida ou no estado funcional a longo prazo. São necessários estudos prospetivos que validem estes resultados. PALAVRAS-CHAVE: neoplasia hematológica; unidade de cuidados intensivos; estado funcional; mortalidade; preditores |
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| Autores principais: | Mendonça, Pedro Henrique von Rosenthal |
| Assunto: | Neoplasia hematológica Unidade de cuidados intensivos Estado funcional Mortalidade Preditores |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | INTRODUÇÃO: Em décadas recentes, vários estudos têm demonstrado uma redução nas taxas de mortalidade de doentes críticos com neoplasias hematológicas admitidos em unidade de cuidados intensivos (UCI). No entanto, existe uma escassez de dados relativos ao prognóstico a longo prazo destes doentes. OBJETIVOS: Identificar preditores independentes de prognóstico em doentes com neoplasia hematológica admitidos em UCI. O resultado principal foi um ECOG < 2 a 1 ano pós-UCI. Resultados secundários foram a mortalidade (UCI e a 1 ano) e o estado terapêutico (a 1 ano). MÉTODOS: Estudo coorte restrospetivo unicêntrico. Foram incluídos todos os doentes adultos com um diagnóstico de neoplasia hematológica admitidos na UCI de nível 3 de um Hospital Universitário, entre Junho/2014 e Outubro/2021. Dados clínicos na admissão, durante o internamento e após a alta da UCI foram extraídos dos registos clínicos. Foi realizado estudo estatístico através de análise uni e multivariada (regressão logística e Cox). RESULTADOS: Foram incluídos 143 doentes. 81% dos sobreviventes a 1 ano atingiram o resultado primário (ECOG < 2). Não identificámos preditores independentes deste resultado. As taxas de mortalidade na UCI e a 1 ano foram de 47% e 74%, respetivamente. Por análise multivariada, o SOFA na admissão, o SOFA mais elevado e a variação entre ambos foram preditores independentes de mortalidade na UCI, enquanto o tempo de suporte de órgão foi preditor de sobrevivência. Não identificámos preditores de mortalidade a 1 ano. A taxa de compliance à terapêutica no pós-UCI para sobreviventes de longo-prazo foi de 84%. CONCLUSÃO: A admissão em UCI de doentes críticos com neoplasia hematológica não teve um impacto negativo na sobrevida ou no estado funcional a longo prazo. São necessários estudos prospetivos que validem estes resultados. PALAVRAS-CHAVE: neoplasia hematológica; unidade de cuidados intensivos; estado funcional; mortalidade; preditores |
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