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As relações cidade-comércio: dinâmicas de evolução e modelos interpretativos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O comércio é, por excelência, uma actividade urbana e, apesar das inúmeras potencialidades do comércio electrónico, dificilmente deixará de o ser no futuro. Esta imbricação do comércio com a cidade é uma consequência directa dos requisitos de centralidade e acessibilidade que presidem à sua localização aliados às economias de aglomeração. De facto, quando os consumidores escasseiam, como acontece em lugares isolados e muito pequenos, o comércio desaparece ou limita a sua presença às funções mais básicas, de uso quotidiano. As restantes, aquelas que oferecem bens e serviços de aquisição ocasional, são disponibilizadas pelos vendedores ambulantes, ou então pelas feiras e mercados, verdadeiros centros comerciais temporários, de periodicidade e área de influência variável. As relações entre o comércio e a cidade perdem-se no tempo. Se nem todas as cidades são «filhas do comércio», como propôs o historiador Henri Pirenne, em nenhuma civilização a vida urbana floresceu sem a presença das trocas. O comércio faz parte da razão de ser da cidade. Viabiliza a sua existência, explica a sua organização e justifica muito do movimento e animação que nesta acontece. Através do comércio e dos lugares onde este se exerce, as pessoas satisfazem necessidades, realizam desejos, veicula-se informação, difundem-se inovações, criam-se laços de sociabilidade. Em suma, no comércio reside o verdadeiro embrião da vida urbana naquilo que esta pressupõe de interacção, de troca em sentido lato e de produção de inovação.
Autores principais:Barata-Salgueiro, Teresa
Outros Autores:Cachinho, Herculano
Assunto:Cidade Comércio Centralidade Acessibilidade Economias de aglomeração
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O comércio é, por excelência, uma actividade urbana e, apesar das inúmeras potencialidades do comércio electrónico, dificilmente deixará de o ser no futuro. Esta imbricação do comércio com a cidade é uma consequência directa dos requisitos de centralidade e acessibilidade que presidem à sua localização aliados às economias de aglomeração. De facto, quando os consumidores escasseiam, como acontece em lugares isolados e muito pequenos, o comércio desaparece ou limita a sua presença às funções mais básicas, de uso quotidiano. As restantes, aquelas que oferecem bens e serviços de aquisição ocasional, são disponibilizadas pelos vendedores ambulantes, ou então pelas feiras e mercados, verdadeiros centros comerciais temporários, de periodicidade e área de influência variável. As relações entre o comércio e a cidade perdem-se no tempo. Se nem todas as cidades são «filhas do comércio», como propôs o historiador Henri Pirenne, em nenhuma civilização a vida urbana floresceu sem a presença das trocas. O comércio faz parte da razão de ser da cidade. Viabiliza a sua existência, explica a sua organização e justifica muito do movimento e animação que nesta acontece. Através do comércio e dos lugares onde este se exerce, as pessoas satisfazem necessidades, realizam desejos, veicula-se informação, difundem-se inovações, criam-se laços de sociabilidade. Em suma, no comércio reside o verdadeiro embrião da vida urbana naquilo que esta pressupõe de interacção, de troca em sentido lato e de produção de inovação.