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Contribuição para a caracterização do parasitismo em suínos de raça Ibérica e javalis silvestres das Comunidades Autónomas da Extremadura e Castilla y León (Espanha) e dos factores de risco associados

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Detalhes bibliográficos
Resumo:De Novembro de 2011 a Abril de 2012, o principal objectivo foi conhecer a parasitofauna dos suínos da raça ibérica e javalis, zoonóticos e não zoonóticos, pertencentes às Comunidades Autónomas da Extremadura e Castilla y León (Espanha). O estudo parasitológico do porco Ibérico com base em amostras de fezes recolhidas antemortem e analisadas por métodos coprológicos qualitativos, quantitativo, coprocultura e Método de Baermann, em lotes de produção de 55 explorações pecuárias revelou que todas elas estavam infectadas pelo menos por um parasita, destacando a alta prevalência de Balantidium coli (94,5%), Subordem Strongylida (65,5%) e Família Eimeriidae (56,4%) e uma moderada presença de Metastrongylus spp. (23,6%), Trichuris suis (18,2%) e Ascaris suum (12,7%). Identificámos, em cinco de seis explorações estudadas, larvas L3 de Oesophagostomum spp. (83,3%). Os factores de risco obtidos a partir da análise dos inquéritos efectuados nas suiniculturas e que mais influenciam a presença de parasitas nessas explorações, são os relativos às medidas de biossegurança e às características das pocilgas (OR>1). O estudo da parasitofauna do porco Ibérico procedente de amostras biológicas recolhidas postmortem em matadouros, revelou que todos eles estavam infectados pelo menos por um parasita, destacando a alta prevalência de protozoários, Sarcocystis spp. (90,0%), B. coli (89,0%) e Família Eimeriidae (68,0%), uma moderada presença de Metastrongylus spp. (53,0% nos pulmões e 25,0% nas fezes), Toxoplasma gondii (25,9% mediante iELISA e 33,9% mediante nPCR) e T. suis (24,0%) e uma baixa prevalência de A. suum (8,0%), Subordem Strongylida (8,0%) e Echinococcus granulosus (3,0%) e a ausência de Trichinella spp. Os animais do sexo feminino foram mais susceptíveis à infecção por T. suis, os jovens a T. suis e Subordem Strongylida. Os procedentes dos municípios de Cáceres e Salorino, parecem mais susceptíveis a Metastrongylus spp., Família Eimeriidae, Subordem Strongylida e T. suis, os procedentes dos municípios de Brozas e Salorino a Sarcocystis spp. Os animais de raça 75% ibérica são mais susceptíveis a B. coli, Família Eimeriidae, Metastrongylus spp., Subordem Strongylida e T. suis e os criados em sistemas semiextensivos são mais susceptíveis a T. suis e Subordem Strongylida (p<0,05). Mediante nPCR, detectou-se, pela primeira vez na Europa, ADN de T. gondii a partir de linfonodos mesentéricos. Detectaram-se, pela técnica de McMaster, maiores cargas parasitárias para a Família Eimeriidae, seguido de Metastrongylus spp. e T. suis e menores para a Subordem Strongylida e A. suum. A espécie predominante pertencente ao género Metastrongylus é M. apri, seguida de M. salmi e de M. pudendotectus no caso do porco Ibérico e M. apri, M. pudendotectus e M. salmi no caso do javali. A carga média parasitária foi de 25 e 55 parasitas por indivíduo para o porco Ibérico e javali, respectivamente. O rácio fêmea/macho detectado foi de 2,23 e 1,5, no porco Ibérico e javali, respectivamente. No estudo da parasitofauna dos javalis proveniente de amostras biológicas postmortem recolhidas em montarias, constatámos que este animal é um reservatório de parasitas para o porco Ibérico (e vice-versa), nomeadamente B. coli, Subordem Strongylida, Família Eimeriidae, Metastrongylus spp., T. suis, Macracanthorhynchus hirudinaceus e A. suum, pois além da relação filogenética elevada, partilham o mesmo ecossistema. Os resultados obtidos serão importantes para melhorar o programa de desparasitação e diminuir os factores de risco relacionados com a infecção dos suínos de raça ibérica em extensivo.
Autores principais:Neves, Marisa de Guadalupe Carriço
Assunto:Parasitas porco Ibérico javali factores de risco Extremadura Castilla y León Espanha Iberian pig Wild boar parasitic agents risk factors Extremadura Castille and León Spain
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:De Novembro de 2011 a Abril de 2012, o principal objectivo foi conhecer a parasitofauna dos suínos da raça ibérica e javalis, zoonóticos e não zoonóticos, pertencentes às Comunidades Autónomas da Extremadura e Castilla y León (Espanha). O estudo parasitológico do porco Ibérico com base em amostras de fezes recolhidas antemortem e analisadas por métodos coprológicos qualitativos, quantitativo, coprocultura e Método de Baermann, em lotes de produção de 55 explorações pecuárias revelou que todas elas estavam infectadas pelo menos por um parasita, destacando a alta prevalência de Balantidium coli (94,5%), Subordem Strongylida (65,5%) e Família Eimeriidae (56,4%) e uma moderada presença de Metastrongylus spp. (23,6%), Trichuris suis (18,2%) e Ascaris suum (12,7%). Identificámos, em cinco de seis explorações estudadas, larvas L3 de Oesophagostomum spp. (83,3%). Os factores de risco obtidos a partir da análise dos inquéritos efectuados nas suiniculturas e que mais influenciam a presença de parasitas nessas explorações, são os relativos às medidas de biossegurança e às características das pocilgas (OR>1). O estudo da parasitofauna do porco Ibérico procedente de amostras biológicas recolhidas postmortem em matadouros, revelou que todos eles estavam infectados pelo menos por um parasita, destacando a alta prevalência de protozoários, Sarcocystis spp. (90,0%), B. coli (89,0%) e Família Eimeriidae (68,0%), uma moderada presença de Metastrongylus spp. (53,0% nos pulmões e 25,0% nas fezes), Toxoplasma gondii (25,9% mediante iELISA e 33,9% mediante nPCR) e T. suis (24,0%) e uma baixa prevalência de A. suum (8,0%), Subordem Strongylida (8,0%) e Echinococcus granulosus (3,0%) e a ausência de Trichinella spp. Os animais do sexo feminino foram mais susceptíveis à infecção por T. suis, os jovens a T. suis e Subordem Strongylida. Os procedentes dos municípios de Cáceres e Salorino, parecem mais susceptíveis a Metastrongylus spp., Família Eimeriidae, Subordem Strongylida e T. suis, os procedentes dos municípios de Brozas e Salorino a Sarcocystis spp. Os animais de raça 75% ibérica são mais susceptíveis a B. coli, Família Eimeriidae, Metastrongylus spp., Subordem Strongylida e T. suis e os criados em sistemas semiextensivos são mais susceptíveis a T. suis e Subordem Strongylida (p<0,05). Mediante nPCR, detectou-se, pela primeira vez na Europa, ADN de T. gondii a partir de linfonodos mesentéricos. Detectaram-se, pela técnica de McMaster, maiores cargas parasitárias para a Família Eimeriidae, seguido de Metastrongylus spp. e T. suis e menores para a Subordem Strongylida e A. suum. A espécie predominante pertencente ao género Metastrongylus é M. apri, seguida de M. salmi e de M. pudendotectus no caso do porco Ibérico e M. apri, M. pudendotectus e M. salmi no caso do javali. A carga média parasitária foi de 25 e 55 parasitas por indivíduo para o porco Ibérico e javali, respectivamente. O rácio fêmea/macho detectado foi de 2,23 e 1,5, no porco Ibérico e javali, respectivamente. No estudo da parasitofauna dos javalis proveniente de amostras biológicas postmortem recolhidas em montarias, constatámos que este animal é um reservatório de parasitas para o porco Ibérico (e vice-versa), nomeadamente B. coli, Subordem Strongylida, Família Eimeriidae, Metastrongylus spp., T. suis, Macracanthorhynchus hirudinaceus e A. suum, pois além da relação filogenética elevada, partilham o mesmo ecossistema. Os resultados obtidos serão importantes para melhorar o programa de desparasitação e diminuir os factores de risco relacionados com a infecção dos suínos de raça ibérica em extensivo.