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O Vale como elemento de união entre comunidades

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Resumo:Não é mentira que enquanto sociedade nos encontramos em constante alteração, especialmente nas cidades, fruto dos processos de industrialização e das inovações tecnológicas que surgem a um ritmo cada vez mais acelerado. Apesar dos esforços contínuos que se têm vindo a realizar no sentido de melhorar as condições de vida humana e o respeito pelo meio ambiente, a realidade social e territorial torna cada vez mais clara a importância de práticas de planeamento assentes numa estratégia alargada e pensada para adotar estas inovações que, quando aplicadas, sem suporte estratégico, acabam por prejudicar ainda mais o ser humano, como se pode verificar no Vale de Alcântara. Este vale, um lugar rico e cheio de vida onde outrora era permitido caminhar livremente de um extremo ao outro, foi fraturado pela intervenção humana que, com a construção de infraestruturas significativas alocou o protagonismo ao automóvel e aos espaços de circulação, em detrimento do peão e dos espaços de fruição dos moradores. Com o Projeto Proposto, pretende-se (re)viver a memória do Vale, alterando o panorama atual para que se verifique a ligação direta pedonal entre um lado do Vale e o outro através de uma renaturalização do Vale que estabelece ligações e cria espaços públicos que fomentam o espírito de comunidade unida de que há memória. Para que se torne possível a renaturalização do Vale é imprescindível a recuperação da ribeira de Alcântara, a replantação dos campos agrícolas nas áreas adjacentes à mesma e da criação de um parque que ligue todos este elemento com espaços de lazer para a comunidade da encosta do Vale se reunir e, ao mesmo tempo, se interligar com o resto da cidade. A presente proposta, além de procurar renaturalizar o Vale e restabelecer todas as características essenciais de um ecossistema imprescindível à escala de toda a cidade de Lisboa, procura também criar novas centralidades através da colmatação dos bairros pré-existentes na encosta do Vale, promovendo a inclusão social e o desenvolvimento numa parte da cidade que por vezes parece esquecida.
Autores principais:Almeida, Ana Filipa Figueroa Feio de
Assunto:Paisagem Memória Espaço Público Comunidade Habitar
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Não é mentira que enquanto sociedade nos encontramos em constante alteração, especialmente nas cidades, fruto dos processos de industrialização e das inovações tecnológicas que surgem a um ritmo cada vez mais acelerado. Apesar dos esforços contínuos que se têm vindo a realizar no sentido de melhorar as condições de vida humana e o respeito pelo meio ambiente, a realidade social e territorial torna cada vez mais clara a importância de práticas de planeamento assentes numa estratégia alargada e pensada para adotar estas inovações que, quando aplicadas, sem suporte estratégico, acabam por prejudicar ainda mais o ser humano, como se pode verificar no Vale de Alcântara. Este vale, um lugar rico e cheio de vida onde outrora era permitido caminhar livremente de um extremo ao outro, foi fraturado pela intervenção humana que, com a construção de infraestruturas significativas alocou o protagonismo ao automóvel e aos espaços de circulação, em detrimento do peão e dos espaços de fruição dos moradores. Com o Projeto Proposto, pretende-se (re)viver a memória do Vale, alterando o panorama atual para que se verifique a ligação direta pedonal entre um lado do Vale e o outro através de uma renaturalização do Vale que estabelece ligações e cria espaços públicos que fomentam o espírito de comunidade unida de que há memória. Para que se torne possível a renaturalização do Vale é imprescindível a recuperação da ribeira de Alcântara, a replantação dos campos agrícolas nas áreas adjacentes à mesma e da criação de um parque que ligue todos este elemento com espaços de lazer para a comunidade da encosta do Vale se reunir e, ao mesmo tempo, se interligar com o resto da cidade. A presente proposta, além de procurar renaturalizar o Vale e restabelecer todas as características essenciais de um ecossistema imprescindível à escala de toda a cidade de Lisboa, procura também criar novas centralidades através da colmatação dos bairros pré-existentes na encosta do Vale, promovendo a inclusão social e o desenvolvimento numa parte da cidade que por vezes parece esquecida.