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Estudo de caso do surto de leptospirose que ocorreu no Centro de Recolha Oficial de Animais de Santarém

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Decorrente do surto de leptospirose que aconteceu no Centro de Recolha Oficial de Animais de Santarém (CROAS), entre os meses de abril e julho do ano de 2024, realizou-se um estudo de caso que teve como objetivo caraterizar a população de canídeos infetados com Leptospira spp, assim como identificar possíveis fatores de risco que possam ter contribuído para a ocorrência deste surto e alertar para o impacto que esta doença pode ter a nível da saúde pública em contexto de medicina de abrigo. Os cães do CROAS foram diagnosticados a partir de imunofluorescência para deteção de IgG e/ou IgM, sendo que foram diagnosticados 22 cães com leptospirose, dos quais 18 (81,8%) eram machos e 4 (18,2%) fêmeas. Não foi realizado nenhum outro exame complementar de diagnóstico. Os sinais clínicos mais frequentes foram hematoquézia (40,9%) e fezes com muco (40,9%). Apenas os animais positivos no teste foram sujeitos a tratamento antimicrobiano com doxiciclina, com uma taxa de sucesso terapêutico de 95,5%. Dos quatro funcionários presentes no CROAS nesse período, dois contraíram a doença (50%), sendo que um precisou de internamento prolongado devido à gravidade do quadro clínico. Identificou-se como fator de risco os cães estarem alojados nas boxes interiores ao invés das exteriores, pátio e cercados (p=0,043; OR=3,47). Sugerindo uma maior probabilidade de contacto com poças de água ou escorrências contaminadas com urina de cães infetados ou urina de roedores, portadores assintomáticos, ou ambas. Este estudo de caso revela a importância da adoção de rigorosas medidas de biossegurança interna e externa em Medicina de Abrigo, na prevenção de zoonoses num contexto de “Uma Saúde”
Autores principais:Duarte, Débora Neto
Assunto:Centro de Recolha Oficial Leptospirose Zoonose Saúde Pública Medicina de Abrigo Official Collection Center Leptospirosis Zoonosis Public Health Shelter Medicine
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Decorrente do surto de leptospirose que aconteceu no Centro de Recolha Oficial de Animais de Santarém (CROAS), entre os meses de abril e julho do ano de 2024, realizou-se um estudo de caso que teve como objetivo caraterizar a população de canídeos infetados com Leptospira spp, assim como identificar possíveis fatores de risco que possam ter contribuído para a ocorrência deste surto e alertar para o impacto que esta doença pode ter a nível da saúde pública em contexto de medicina de abrigo. Os cães do CROAS foram diagnosticados a partir de imunofluorescência para deteção de IgG e/ou IgM, sendo que foram diagnosticados 22 cães com leptospirose, dos quais 18 (81,8%) eram machos e 4 (18,2%) fêmeas. Não foi realizado nenhum outro exame complementar de diagnóstico. Os sinais clínicos mais frequentes foram hematoquézia (40,9%) e fezes com muco (40,9%). Apenas os animais positivos no teste foram sujeitos a tratamento antimicrobiano com doxiciclina, com uma taxa de sucesso terapêutico de 95,5%. Dos quatro funcionários presentes no CROAS nesse período, dois contraíram a doença (50%), sendo que um precisou de internamento prolongado devido à gravidade do quadro clínico. Identificou-se como fator de risco os cães estarem alojados nas boxes interiores ao invés das exteriores, pátio e cercados (p=0,043; OR=3,47). Sugerindo uma maior probabilidade de contacto com poças de água ou escorrências contaminadas com urina de cães infetados ou urina de roedores, portadores assintomáticos, ou ambas. Este estudo de caso revela a importância da adoção de rigorosas medidas de biossegurança interna e externa em Medicina de Abrigo, na prevenção de zoonoses num contexto de “Uma Saúde”