Publicação
Crenças sexuais disfuncionais nos estádios do modelo transteórico de mudança
| Resumo: | A pesquisa na área da sexualidade no último século mostrou que o papel das crenças é essencial no desenvolvimento de disfunções sexuais. No entanto, ainda que se saiba que as crenças se alteram ao longo do processo de mudança do indivíduo, e tal esteja estudado em outros domínio da promoção de comportamentos de saúde, desconhece-se como é que as crenças sexuais se modificam. Este estudo teve como objetivo conhecer as crenças sexuais nos diferentes estádios no Modelo Transteórico da Mudança de Prochaska e DiClemente para o consequente tratamento das disfunções sexuais encontradas. Um total de 54 participantes (45 mulheres e 9 homens) com disfunções sexuais diagnosticadas pelo DSM-V responderam a quatro instrumentos de autorrelato (Questionário sociodemográfico, IIEF/FSFI, BASEF e Estádios de Mudança). Os resultados indicaram que indivíduos com maior idade e menores habilitações literárias apresentavam mais crenças de primazia da relação. Além disso, indivíduos com menores habilitações também apresentavam mais crenças disfuncionais na globalidade. Orientações sexuais menos heteronormativas apresentaram menos crenças disfuncionais globais e menos crenças de primazia da relação. A disfuncionalidade das crenças nos diferentes estádios não foi significativa, mas o tamanho do efeito foi grande, tendo sido encontradas diferenças nas crenças de contacto anal e desempenho masculino em estádios mais precoces e diferenças nas crenças sobre dor sexual em estádios mais avançados. Por fim, ao situar os indivíduos nos estádios de mudança e combinando-os com as crenças identificadas, torna-se possível uma intervenção não só mais rápida, mas também mais adequada às necessidades do paciente. Considera-se ainda a necessidade de investigações futuras em amostras maiores e mais diversificadas, no sentido de melhor entender a presença e papel das crenças nos diferentes estádios e, assim, possibilitar uma intervenção mais adaptada a cada indivíduo. |
|---|---|
| Autores principais: | Peres, Maria Carolina Marinheira Clemente Lopes |
| Assunto: | Crenças sexuais Disfunção sexual Psicologia clínica Intervenção psicológica Dissertações de mestrado - 2023 |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A pesquisa na área da sexualidade no último século mostrou que o papel das crenças é essencial no desenvolvimento de disfunções sexuais. No entanto, ainda que se saiba que as crenças se alteram ao longo do processo de mudança do indivíduo, e tal esteja estudado em outros domínio da promoção de comportamentos de saúde, desconhece-se como é que as crenças sexuais se modificam. Este estudo teve como objetivo conhecer as crenças sexuais nos diferentes estádios no Modelo Transteórico da Mudança de Prochaska e DiClemente para o consequente tratamento das disfunções sexuais encontradas. Um total de 54 participantes (45 mulheres e 9 homens) com disfunções sexuais diagnosticadas pelo DSM-V responderam a quatro instrumentos de autorrelato (Questionário sociodemográfico, IIEF/FSFI, BASEF e Estádios de Mudança). Os resultados indicaram que indivíduos com maior idade e menores habilitações literárias apresentavam mais crenças de primazia da relação. Além disso, indivíduos com menores habilitações também apresentavam mais crenças disfuncionais na globalidade. Orientações sexuais menos heteronormativas apresentaram menos crenças disfuncionais globais e menos crenças de primazia da relação. A disfuncionalidade das crenças nos diferentes estádios não foi significativa, mas o tamanho do efeito foi grande, tendo sido encontradas diferenças nas crenças de contacto anal e desempenho masculino em estádios mais precoces e diferenças nas crenças sobre dor sexual em estádios mais avançados. Por fim, ao situar os indivíduos nos estádios de mudança e combinando-os com as crenças identificadas, torna-se possível uma intervenção não só mais rápida, mas também mais adequada às necessidades do paciente. Considera-se ainda a necessidade de investigações futuras em amostras maiores e mais diversificadas, no sentido de melhor entender a presença e papel das crenças nos diferentes estádios e, assim, possibilitar uma intervenção mais adaptada a cada indivíduo. |
|---|