Publicação
Gestos fundadores: uma literatura de Ernest Hemingway : the old man and the sea
| Resumo: | Esta tese propõe uma leitura da novela de Ernest Hemingway, The Old Man and the Sea (1952). Tendo como objecto de análise a história de um velho que luta para resgatar do oceano o seu mais sublime peixe, a fim de vingar a escassez de oitenta e quatro dias sem captura, estabelece-se uma analogia entre a aprendizagem da pesca e a interpretação literária. A partir desta correlação, sugere-se que a novela reconfigura, sob uma expressão conceptual e idiomática própria, a noção de identidade ancorada na visão pós-cartesiana da psique: o conceito de gestos fundadores traduz a luta do herói para se afirmar; o vocábulo conversão, oriundo da tradição judaico-cristã, descreve a sua aprendizagem; a metáfora é o tropo em que se exprime a metamorfose; imitação ou mimese é o conceito, de inspiração aristotélica, que subtende a equação autobiográfica entre a demanda de pesca e a arte poética. A investigação procurará harmonizar a análise do pormenor com a visão do todo. |
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| Autores principais: | Caetano, Maria Alexandra de Barros, 1967- |
| Assunto: | Teses de doutoramento - 2011 Hemingway, Ernest, 1899-1961. The old man and the sea Literatura americana - séc.20 Análise literária |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Esta tese propõe uma leitura da novela de Ernest Hemingway, The Old Man and the Sea (1952). Tendo como objecto de análise a história de um velho que luta para resgatar do oceano o seu mais sublime peixe, a fim de vingar a escassez de oitenta e quatro dias sem captura, estabelece-se uma analogia entre a aprendizagem da pesca e a interpretação literária. A partir desta correlação, sugere-se que a novela reconfigura, sob uma expressão conceptual e idiomática própria, a noção de identidade ancorada na visão pós-cartesiana da psique: o conceito de gestos fundadores traduz a luta do herói para se afirmar; o vocábulo conversão, oriundo da tradição judaico-cristã, descreve a sua aprendizagem; a metáfora é o tropo em que se exprime a metamorfose; imitação ou mimese é o conceito, de inspiração aristotélica, que subtende a equação autobiográfica entre a demanda de pesca e a arte poética. A investigação procurará harmonizar a análise do pormenor com a visão do todo. |
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