Publicação
Psico-oncologia : a influência de uma intervenção psicossocial na qualidade de vida e adaptação psicológica em doentes com cancro
| Resumo: | Objetivo: Avaliar a eficácia de uma adaptação transcultural da Psicoterapia de Grupo Centrada no Significado (PGCS) na melhoria da Qualidade de Vida (QdV), bem-estar espiritual e psicológico em doentes com cancro, e os processos terapêuticos de mudança promovidos pela psicoterapia. Métodos: Após a adaptação transcultural do manual standardizado da PGCS, foi realizada uma restruturação no número de sessões para garantir a viabilidade do estudo. Os participantes (n=91) com queixas psicológicas foram distribuídos, de acordo com a sua preferência, em 2 grupos: PGCS (n=51) e Care As Usual (n=40). Para a avaliação da eficácia, os outcomes primários foram a melhoria da QdV e bem-estar espiritual, e os secundários: redução da depressão, ansiedade e distress. Foram realizadas duas avaliações (intervalo de 1 mês) usando os seguintes instrumentos: Termómetro do Distress, McGill Quality of Life Questionnaire (MQOL), Functional Assessment of Chronic Illness Therapy – Spiritual Well-Being Scale (FACIT-Sp-12), e Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS). Foram realizadas análises estatísticas quantitativa (tipos intent to treat [PGCS = 51 vs. CAU = 40] e, a posteriori, per protocol, com exclusão dos drop-outs [PGCS = 38 vs. CAU = 40]), nomeadamente ANCOVA para testar os efeitos de grupo, e mista para avaliação dos processos terapêuticos. Resultados: Foi verificado um efeito de grupo, de dimensões pequenas a elevadas, no qual o grupo da PGCS apresentou um aumento na QdV (b=0.81, p=.013, η2p=0.073), mas não no bem-estar espiritual, e um efeito de grupo, de dimensões pequenas a médias, com melhoria na depressão (b=-1.14, p=.044, η2p =0.048) e no distress (b=-1.38, p=.001, η2p=0.127); no que diz respeito ao bem-estar espiritual, comparando os valores da média da FACIT do grupo PGCS, antes e depois da intervenção, verificou-se que estavam acima da média do score total (os resultados foram suportados na análise per protocol). Constatou-se um efeito moderador da presença em ≥ 3 sessões na relação entre a o distress no início da psicoterapia e a QdV no final da intervenção, bem como o impacto das “Fontes Históricas do Significado” nos processos terapêuticos de mudança. Conclusões: Os resultados suportaram a eficácia da PGCS na QdV e no bem-estar psicológico, mas não para o bem-estar espiritual, embora, no último caso, o resultado necessite de ser contextualizado nos valores baseline da amostra. |
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| Autores principais: | Ponte, Guida Maria Baptista Marcelino da |
| Assunto: | Psicoterapia de Grupo Centrada no Significado cancro adaptação transcultural eficácia qualidade de vida Meaning Centered Group Psychotherapy cancer transcultural adaptation efficacy quality of life |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Objetivo: Avaliar a eficácia de uma adaptação transcultural da Psicoterapia de Grupo Centrada no Significado (PGCS) na melhoria da Qualidade de Vida (QdV), bem-estar espiritual e psicológico em doentes com cancro, e os processos terapêuticos de mudança promovidos pela psicoterapia. Métodos: Após a adaptação transcultural do manual standardizado da PGCS, foi realizada uma restruturação no número de sessões para garantir a viabilidade do estudo. Os participantes (n=91) com queixas psicológicas foram distribuídos, de acordo com a sua preferência, em 2 grupos: PGCS (n=51) e Care As Usual (n=40). Para a avaliação da eficácia, os outcomes primários foram a melhoria da QdV e bem-estar espiritual, e os secundários: redução da depressão, ansiedade e distress. Foram realizadas duas avaliações (intervalo de 1 mês) usando os seguintes instrumentos: Termómetro do Distress, McGill Quality of Life Questionnaire (MQOL), Functional Assessment of Chronic Illness Therapy – Spiritual Well-Being Scale (FACIT-Sp-12), e Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS). Foram realizadas análises estatísticas quantitativa (tipos intent to treat [PGCS = 51 vs. CAU = 40] e, a posteriori, per protocol, com exclusão dos drop-outs [PGCS = 38 vs. CAU = 40]), nomeadamente ANCOVA para testar os efeitos de grupo, e mista para avaliação dos processos terapêuticos. Resultados: Foi verificado um efeito de grupo, de dimensões pequenas a elevadas, no qual o grupo da PGCS apresentou um aumento na QdV (b=0.81, p=.013, η2p=0.073), mas não no bem-estar espiritual, e um efeito de grupo, de dimensões pequenas a médias, com melhoria na depressão (b=-1.14, p=.044, η2p =0.048) e no distress (b=-1.38, p=.001, η2p=0.127); no que diz respeito ao bem-estar espiritual, comparando os valores da média da FACIT do grupo PGCS, antes e depois da intervenção, verificou-se que estavam acima da média do score total (os resultados foram suportados na análise per protocol). Constatou-se um efeito moderador da presença em ≥ 3 sessões na relação entre a o distress no início da psicoterapia e a QdV no final da intervenção, bem como o impacto das “Fontes Históricas do Significado” nos processos terapêuticos de mudança. Conclusões: Os resultados suportaram a eficácia da PGCS na QdV e no bem-estar psicológico, mas não para o bem-estar espiritual, embora, no último caso, o resultado necessite de ser contextualizado nos valores baseline da amostra. |
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