Publicação
O design em Portugal, um tempo e um modo : a institucionalização do design português entre 1959-1974
| Resumo: | Este estudo analisa o percurso da institucionalização do design português num período – de final da década de 1950 a 1974 – determinado pelas circunstâncias de modernização do país. A institucionalização tem o seu início quando o Estado procura industrializar o design e desenvolve-se no espaço conceptual do Modernismo do Estado Novo que, ao absorver os desafios culturais oriundos dos países desenvolvidos, adquire feições cosmopolitas. Institucionalização, profissionalização e educação constituem-se como três dimensões estruturantes essenciais à compreensão das características históricas e identitárias da construção social do designer português. A “institucionalização” incide sobre o objectivo do Instituto Nacional de Investigação Industrial (INII) de, através da renovação estética de produtos, incentivar a modernização da indústria portuguesa. A “profissionalização” aborda a colaboração de Daciano da Costa com a Metalúrgica da Longra como aquela que mais contributos forneceu para a consolidação da profissão, atendendo à utilização assertiva e metodológica do design e aos contributos dados, por aquele designer, para o estabelecimento das bases de legitimação e de hegemonia profissionais. A dimensão “educação” questiona o motivo pelo qual a institucionalização não ocorreu em simultâneo com a abertura dos cursos superiores de design: o ensino era informal e só em 1974 são criadas as bases para a sua formalização nas Escolas Superiores de Belas-Artes de Lisboa e do Porto. A investigação compreende três partes. Na primeira, elabora-se o enquadramento conceptual e histórico com base na revisão da bibliografia. Na segunda, desenvolvem-se os objectivos da investigação e apresenta-se o modelo de análise para o estudo desta problemática da institucionalização do design. Na última parte – a componente empírica – operacionaliza- se a metodologia proposta através de estudos de caso, os quais implicam uma análise do discurso de entrevistas e documentos seleccionados. Na conclusão, avalia-se a adequação do modelo de análise ao estudo da institucionalização do design português no período em questão. |
|---|---|
| Autores principais: | Almeida, Victor M |
| Assunto: | Teses de doutoramento - 2011 Teoria do design Design História Ensino profissional Portugal |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este estudo analisa o percurso da institucionalização do design português num período – de final da década de 1950 a 1974 – determinado pelas circunstâncias de modernização do país. A institucionalização tem o seu início quando o Estado procura industrializar o design e desenvolve-se no espaço conceptual do Modernismo do Estado Novo que, ao absorver os desafios culturais oriundos dos países desenvolvidos, adquire feições cosmopolitas. Institucionalização, profissionalização e educação constituem-se como três dimensões estruturantes essenciais à compreensão das características históricas e identitárias da construção social do designer português. A “institucionalização” incide sobre o objectivo do Instituto Nacional de Investigação Industrial (INII) de, através da renovação estética de produtos, incentivar a modernização da indústria portuguesa. A “profissionalização” aborda a colaboração de Daciano da Costa com a Metalúrgica da Longra como aquela que mais contributos forneceu para a consolidação da profissão, atendendo à utilização assertiva e metodológica do design e aos contributos dados, por aquele designer, para o estabelecimento das bases de legitimação e de hegemonia profissionais. A dimensão “educação” questiona o motivo pelo qual a institucionalização não ocorreu em simultâneo com a abertura dos cursos superiores de design: o ensino era informal e só em 1974 são criadas as bases para a sua formalização nas Escolas Superiores de Belas-Artes de Lisboa e do Porto. A investigação compreende três partes. Na primeira, elabora-se o enquadramento conceptual e histórico com base na revisão da bibliografia. Na segunda, desenvolvem-se os objectivos da investigação e apresenta-se o modelo de análise para o estudo desta problemática da institucionalização do design. Na última parte – a componente empírica – operacionaliza- se a metodologia proposta através de estudos de caso, os quais implicam uma análise do discurso de entrevistas e documentos seleccionados. Na conclusão, avalia-se a adequação do modelo de análise ao estudo da institucionalização do design português no período em questão. |
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