Publicação
Imigração em Portugal : desafios para o movimento sindical em contexto de flexibilização do trabalho e do emprego
| Resumo: | Num contexto de desregulamentação do mercado de trabalho, ligada à crescente flexibilização e precarização das relações de trabalho, de persistência da economia informal, particularmente nos sectores de maior incidência de trabalhadores imigrantes, a problemática da imigração levanta novos desafios para o movimento sindical. O sobrevalorizado papel do Estado assumido na regulação das migrações, na criação das políticas de imigração e na regulamentação do trabalho dos imigrantes; a crescente institucionalização do diálogo social, através dos vários organismos que foram criados (CICDR, COCAI) e que contam com a participação dos sindicatos; e a descredibilização dos sindicatos e das suas lutas, inclusive dentro do próprio movimento sindical, são factores que contribuem para a pouca discussão do tema. Este texto, baseado em grande parte em entrevistas semi-directivas a dirigentes sindicais e de associações de imigrantes, examina dois grupos de questões: 1. Qual é o papel dos sindicatos, enquanto voz dos trabalhadores imigrantes, que mudanças existem nas suas atitudes face à imigração? Quais as condições de trabalho dos imigrantes, os principais problemas relacionados com o seu trabalho e as principais dificuldades do movimento sindical na representação desta população? Qual é a posição dos imigrantes, relativamente aos sindicatos, na opinião dos entrevistados?. 2. Existe uma relação privilegiada entre as formas flexíveis de trabalho e a imigração? Quais são as consequências para o trabalho, qual é a posição dos sindicatos? |
|---|---|
| Autores principais: | Kolarova, Marina |
| Assunto: | sindicatos imigração flexibilização do emprego trade unions immigration flexibilization of labour |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | working paper |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Num contexto de desregulamentação do mercado de trabalho, ligada à crescente flexibilização e precarização das relações de trabalho, de persistência da economia informal, particularmente nos sectores de maior incidência de trabalhadores imigrantes, a problemática da imigração levanta novos desafios para o movimento sindical. O sobrevalorizado papel do Estado assumido na regulação das migrações, na criação das políticas de imigração e na regulamentação do trabalho dos imigrantes; a crescente institucionalização do diálogo social, através dos vários organismos que foram criados (CICDR, COCAI) e que contam com a participação dos sindicatos; e a descredibilização dos sindicatos e das suas lutas, inclusive dentro do próprio movimento sindical, são factores que contribuem para a pouca discussão do tema. Este texto, baseado em grande parte em entrevistas semi-directivas a dirigentes sindicais e de associações de imigrantes, examina dois grupos de questões: 1. Qual é o papel dos sindicatos, enquanto voz dos trabalhadores imigrantes, que mudanças existem nas suas atitudes face à imigração? Quais as condições de trabalho dos imigrantes, os principais problemas relacionados com o seu trabalho e as principais dificuldades do movimento sindical na representação desta população? Qual é a posição dos imigrantes, relativamente aos sindicatos, na opinião dos entrevistados?. 2. Existe uma relação privilegiada entre as formas flexíveis de trabalho e a imigração? Quais são as consequências para o trabalho, qual é a posição dos sindicatos? |
|---|