Publicação
Hemoterapia e hemovigilância
| Resumo: | O sangue é um constituinte complexo do corpo humano que, devido à diversidade de funções que desempenha, é essencial à vida. Quando se verifica uma diminuição de um componente sanguíneo, quer por perda ou por diminuição da sua produção, pode ser necessário repô-lo. Apesar das tentativas de desenvolvimento de um substituto do sangue humano, ainda não foi possível gerar artificialmente um produto tão completo e eficaz. Assim, a utilização de sangue e componentes sanguíneos está limitada à transfusão de sangue de outros indivíduos. Em Portugal, o sangue utilizado em transfusão é exclusivamente proveniente de dádivas benévolas, voluntárias e não remuneradas. De modo a salvaguardar a segurança do dador e do recetor, estão estabelecidos critérios de aceitação de dadores. A segurança do recetor depende principalmente da garantia da compatibilidade sanguínea e da ausência de infeções transmitidas por transfusão. Deste modo, todas as unidades de sangue doado são analisadas antes de serem processadas. Atualmente, a utilização de sangue total é pouco comum. Em vez disso, o sangue é separado em componentes, que podem ser utilizados individualmente. Isto permite transfundir apenas o componente necessário para cada situação, maximizando o rendimento de cada unidade de sangue colhido. Através do processamento do sangue total é possível obter hemocomponentes (plasma, crioprecipitado, concentrados eritrocitários e concentrados plaquetários) e hemoderivados. Os hemoderivados são produtos obtidos industrialmente a partir do fracionamento de grandes quantidades de plasma, enquanto os hemocomponentes são obtidos a partir do processamento de cada unidade de sangue total. Em situações excecionais, o dador e o recetor podem ser a mesma pessoa. A isto chama-se transfusão autóloga. Este tipo de transfusão é realizada em cirurgias em que ocorrem grandes perdas de sangue e é especialmente útil quando é difícil encontrar sangue compatível. Com o objetivo de otimizar a segurança transfusional, foram criados sistemas de hemovigilância em vários países. Através da notificação das reações e incidentes adversos relacionados com o processo transfusional, é possível aprender a partir da experiência anterior. A cooperação entre os vários países é fundamental para a melhoria contínua dos processos e obtenção de resultados cada vez melhores nesta área. |
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| Autores principais: | Cabedal, Mariana Costa Leitão |
| Assunto: | Sangue Transfusão Hemoderivados Hemovigilância Mestrado Integrado - 2019 |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O sangue é um constituinte complexo do corpo humano que, devido à diversidade de funções que desempenha, é essencial à vida. Quando se verifica uma diminuição de um componente sanguíneo, quer por perda ou por diminuição da sua produção, pode ser necessário repô-lo. Apesar das tentativas de desenvolvimento de um substituto do sangue humano, ainda não foi possível gerar artificialmente um produto tão completo e eficaz. Assim, a utilização de sangue e componentes sanguíneos está limitada à transfusão de sangue de outros indivíduos. Em Portugal, o sangue utilizado em transfusão é exclusivamente proveniente de dádivas benévolas, voluntárias e não remuneradas. De modo a salvaguardar a segurança do dador e do recetor, estão estabelecidos critérios de aceitação de dadores. A segurança do recetor depende principalmente da garantia da compatibilidade sanguínea e da ausência de infeções transmitidas por transfusão. Deste modo, todas as unidades de sangue doado são analisadas antes de serem processadas. Atualmente, a utilização de sangue total é pouco comum. Em vez disso, o sangue é separado em componentes, que podem ser utilizados individualmente. Isto permite transfundir apenas o componente necessário para cada situação, maximizando o rendimento de cada unidade de sangue colhido. Através do processamento do sangue total é possível obter hemocomponentes (plasma, crioprecipitado, concentrados eritrocitários e concentrados plaquetários) e hemoderivados. Os hemoderivados são produtos obtidos industrialmente a partir do fracionamento de grandes quantidades de plasma, enquanto os hemocomponentes são obtidos a partir do processamento de cada unidade de sangue total. Em situações excecionais, o dador e o recetor podem ser a mesma pessoa. A isto chama-se transfusão autóloga. Este tipo de transfusão é realizada em cirurgias em que ocorrem grandes perdas de sangue e é especialmente útil quando é difícil encontrar sangue compatível. Com o objetivo de otimizar a segurança transfusional, foram criados sistemas de hemovigilância em vários países. Através da notificação das reações e incidentes adversos relacionados com o processo transfusional, é possível aprender a partir da experiência anterior. A cooperação entre os vários países é fundamental para a melhoria contínua dos processos e obtenção de resultados cada vez melhores nesta área. |
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