Publicação

Inspeção-Geral da Educação e Ciência e Avaliação das Escolas : o caso da autoavaliação de um agrupamento de escolas : um olhar a partir de quem avalia e de quem é avaliado

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente relatório foi desenvolvido no âmbito de um estágio curricular realizado na Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), com a duração de nove meses, tendo em vista a conclusão do ciclo de estudos conducente ao grau de Mestre em Ciências da Educação, com especialização na área da Administração Educacional. Podem rever-se os momentos de aprendizagem adquiridos ao longo da participação em duas principais atividades desenvolvidas pela IGEC, designadamente a Avaliação Externa das Escolas (AEE) e a Atividade Internacional (Escolas Europeias e Conferência Internacional Permanente das Inspeções Gerais e Nacionais de Educação – SICI) e uma caraterização organizacional da própria IGEC, que nos remete para uma hibridez cultural inesperada na burocracia estatal, que põe em evidência um clima de trabalho colaborativo e processos ricos de inovação e transformação. O projeto de investigação foca-se na avaliação externa das escolas, em particular, na autoavaliação de um Agrupamento de escolas (AE A) a partir das perceções de avaliados e avaliadores, a saber, da Direção, de elementos da Equipa de Autoavaliação e de um dos avaliadores externos. Metodologicamente, a pesquisa inscreve-se nos estudos naturalistas, buscando de situações concretas, existentes e identificáveis, pelo investigador, sem a intervenção de outras variáveis. Trata-se de um estudo de caso, centrado no processo de autoavaliação do AE A e no aprofundamento do conhecimento sobre a AEE, a partir das perceções dos atores envolvidos, com base em pesquisa documental, na observação participante e em entrevistas semiestruturadas. Para o tratamento de dados, foi utilizada a análise de conteúdo. A investigação permitiu captar a multidimensionalidade do processo de AEE e a presunção de que pela autoavaliação as escolas deverão desencadear a sua melhoria, monitorizar o seu desenvolvimento e informar o processo de tomada de decisão. Utilidade, eficácia, sistematicidade, sustentabilidade e visão foram apontadas como aspetos-chave na construção de uma política de avaliação interna. Entre muitos outros resultados destaca-se a perceção de que os efeitos da AEE na avaliação interna do AE A vão no sentido da compreensão, preocupação e reflexão em torno das áreas de melhoria destacadas no relatório de AEE, não obstante não existir ainda uma monitorização contínua intencional. Já os efeitos da autoavaliação no planeamento, na organização e nas práticas profissionais são percecionados de modo difuso, o mesmo sucedendo quanto à política de autoavaliação do Agrupamento. Enquanto instrumento de gestão conclui-se que a partir dos processos de autoavaliação resultam orientações e diretrizes que são percecionadas como importantes para a Direção e os órgãos intermédios.
Autores principais:Rodrigues, Soraia Rocha
Assunto:Avaliação externa Auto-avaliação Escolas - Portugal Cultura organizacional Relatórios de estágio de mestrado - 2016
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente relatório foi desenvolvido no âmbito de um estágio curricular realizado na Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), com a duração de nove meses, tendo em vista a conclusão do ciclo de estudos conducente ao grau de Mestre em Ciências da Educação, com especialização na área da Administração Educacional. Podem rever-se os momentos de aprendizagem adquiridos ao longo da participação em duas principais atividades desenvolvidas pela IGEC, designadamente a Avaliação Externa das Escolas (AEE) e a Atividade Internacional (Escolas Europeias e Conferência Internacional Permanente das Inspeções Gerais e Nacionais de Educação – SICI) e uma caraterização organizacional da própria IGEC, que nos remete para uma hibridez cultural inesperada na burocracia estatal, que põe em evidência um clima de trabalho colaborativo e processos ricos de inovação e transformação. O projeto de investigação foca-se na avaliação externa das escolas, em particular, na autoavaliação de um Agrupamento de escolas (AE A) a partir das perceções de avaliados e avaliadores, a saber, da Direção, de elementos da Equipa de Autoavaliação e de um dos avaliadores externos. Metodologicamente, a pesquisa inscreve-se nos estudos naturalistas, buscando de situações concretas, existentes e identificáveis, pelo investigador, sem a intervenção de outras variáveis. Trata-se de um estudo de caso, centrado no processo de autoavaliação do AE A e no aprofundamento do conhecimento sobre a AEE, a partir das perceções dos atores envolvidos, com base em pesquisa documental, na observação participante e em entrevistas semiestruturadas. Para o tratamento de dados, foi utilizada a análise de conteúdo. A investigação permitiu captar a multidimensionalidade do processo de AEE e a presunção de que pela autoavaliação as escolas deverão desencadear a sua melhoria, monitorizar o seu desenvolvimento e informar o processo de tomada de decisão. Utilidade, eficácia, sistematicidade, sustentabilidade e visão foram apontadas como aspetos-chave na construção de uma política de avaliação interna. Entre muitos outros resultados destaca-se a perceção de que os efeitos da AEE na avaliação interna do AE A vão no sentido da compreensão, preocupação e reflexão em torno das áreas de melhoria destacadas no relatório de AEE, não obstante não existir ainda uma monitorização contínua intencional. Já os efeitos da autoavaliação no planeamento, na organização e nas práticas profissionais são percecionados de modo difuso, o mesmo sucedendo quanto à política de autoavaliação do Agrupamento. Enquanto instrumento de gestão conclui-se que a partir dos processos de autoavaliação resultam orientações e diretrizes que são percecionadas como importantes para a Direção e os órgãos intermédios.