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Entre apostas e incertezas: as experiências liminares de migrantes brasileiros indocumentados nos EUA

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No presente estudo trata-se de uma reflexão acerca das vidas de migrantes brasileiros indocumentados que, consequentemente, estão em situação de deportabilidade que residem na Grande Boston, Estados Unidos, em especial no pós-Onze de setembro, com foco nas narrativas dos sujeitos sobre suas experiências de liminaridade. Partindo-se de conceitos de Giorgio Agamben e Victor Turner, busca-se apresenta um referencial teórico em que o migrante indocumentado seja tido como alguém que experiencia corporeamente as contradições das políticas dos Estados inseridas num contexto de mundo globalizado e capitalista. Para tanto, utilizou-se do método etnográfico para identificar primeiramente, as relações entre a materialização do estado de exceção e as perspectivas de agenciamento desses sujeitos. E ainda, como compreender certas características fronteiriças, como as communitas, se as promessas de novas estruturas sociais sofrem constantes ameaças de cerceamento da liberdade pelo poder estatal? A partir dos dados colhidos em campo, utilizando-se da análise de conteúdo, infere-se que os sujeitos indocumentados correm iminente risco de morte simbólica pois, apesar de apostas e conquistas, as incertezas sobre o retorno ao país de origem se fazem presentes.
Autores principais:Vieira, Raphael Ramalho
Assunto:Migração indocumentada Deportabilidade Liminaridade Undocumented migration Deportability Liminality
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:No presente estudo trata-se de uma reflexão acerca das vidas de migrantes brasileiros indocumentados que, consequentemente, estão em situação de deportabilidade que residem na Grande Boston, Estados Unidos, em especial no pós-Onze de setembro, com foco nas narrativas dos sujeitos sobre suas experiências de liminaridade. Partindo-se de conceitos de Giorgio Agamben e Victor Turner, busca-se apresenta um referencial teórico em que o migrante indocumentado seja tido como alguém que experiencia corporeamente as contradições das políticas dos Estados inseridas num contexto de mundo globalizado e capitalista. Para tanto, utilizou-se do método etnográfico para identificar primeiramente, as relações entre a materialização do estado de exceção e as perspectivas de agenciamento desses sujeitos. E ainda, como compreender certas características fronteiriças, como as communitas, se as promessas de novas estruturas sociais sofrem constantes ameaças de cerceamento da liberdade pelo poder estatal? A partir dos dados colhidos em campo, utilizando-se da análise de conteúdo, infere-se que os sujeitos indocumentados correm iminente risco de morte simbólica pois, apesar de apostas e conquistas, as incertezas sobre o retorno ao país de origem se fazem presentes.