Publicação
Violência doméstica e COVID-19 : fatores predisponentes e recomendações
| Resumo: | A rápida propagação do novo coronavírus (SARS-CoV-2) revolucionou o nosso dia-a-dia. Governos viram-se obrigados a implementar medidas para diminuir o contágio entre a população e apesar do distanciamento e isolamento social serem medidas eficazes para o controlo da infeção, têm consequências sociais, económicas e psicológicas significativas. Uma das quais, o aumento do número de casos de violência doméstica, intitulada pela Organização Mundial de Saúde por “Shadow Epidemic”. O presente trabalho enquadra-se na nova modalidade opcional para elaboração de Tese de Final de Mestrado em Medicina da FML-UL, designado “Projeto de Educação Médica”. Foi feita uma revisão narrativa sobre violência doméstica e/ou violência por parceiro íntimo (VPI) (e seus fatores predisponentes) no contexto da pandemia COVID-19, assim como recomendações a adoptar por profissionais de saúde perante estes casos, com o objectivo de assegurar um rastreio mais eficiente de casos de violência doméstica. O grupo de análise incidiu sobre vitimas de violência domestica do sexo feminino. Concluíu-se que entre os fatores predisponentes analisados, tem especial destaque para predispor à violência doméstica as consequências económicas e o impacto psicológico da pandemia. Os profissionais de saúde têm um papel preponderante nesta vigilância e devem estar informados e preparados para a identificação e seguimento de vítimas de violência doméstica. Das recomendações analisadas, salienta-se que o rastreio em doentes com fatores de risco deverá constituir a base na identificação de vítimas de VPI, no entanto destaca-se o aspecto promissor dos rastreios periódicos e universais, assim como da utilização da telemedicina e consultas via online. |
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| Autores principais: | Baronet, Patrícia Martins |
| Assunto: | COVID-19 Violência doméstica Violência por parceiro íntimo Recomendações |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A rápida propagação do novo coronavírus (SARS-CoV-2) revolucionou o nosso dia-a-dia. Governos viram-se obrigados a implementar medidas para diminuir o contágio entre a população e apesar do distanciamento e isolamento social serem medidas eficazes para o controlo da infeção, têm consequências sociais, económicas e psicológicas significativas. Uma das quais, o aumento do número de casos de violência doméstica, intitulada pela Organização Mundial de Saúde por “Shadow Epidemic”. O presente trabalho enquadra-se na nova modalidade opcional para elaboração de Tese de Final de Mestrado em Medicina da FML-UL, designado “Projeto de Educação Médica”. Foi feita uma revisão narrativa sobre violência doméstica e/ou violência por parceiro íntimo (VPI) (e seus fatores predisponentes) no contexto da pandemia COVID-19, assim como recomendações a adoptar por profissionais de saúde perante estes casos, com o objectivo de assegurar um rastreio mais eficiente de casos de violência doméstica. O grupo de análise incidiu sobre vitimas de violência domestica do sexo feminino. Concluíu-se que entre os fatores predisponentes analisados, tem especial destaque para predispor à violência doméstica as consequências económicas e o impacto psicológico da pandemia. Os profissionais de saúde têm um papel preponderante nesta vigilância e devem estar informados e preparados para a identificação e seguimento de vítimas de violência doméstica. Das recomendações analisadas, salienta-se que o rastreio em doentes com fatores de risco deverá constituir a base na identificação de vítimas de VPI, no entanto destaca-se o aspecto promissor dos rastreios periódicos e universais, assim como da utilização da telemedicina e consultas via online. |
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