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As potencialidades das atividades práticas no processo de aprendizagem da temática da evolução biológica : um estudo com alunos do 11º ano de escolaridade

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Resumo:A motivação e a aprendizagem sempre andaram de mãos dadas. Até instintivamente se sabe que um aluno desmotivado, sem vontade, não terá tanto sucesso de aprendizagem como poderia. Mas que tipo de motivação? As correntes construtivistas da educação sugerem que o tipo de motivação com efeitos significativos na aprendizagem é a intrínseca, ou seja, aquela “força” que se origina dentro do universo privado do aluno e o impele a querer saber mais sobre determinado assunto. A motivação intrínseca anda de mãos dadas com as estratégias de ensino centradas no aluno, uma vez que um aluno que se sente envolvido de forma direta na sua aprendizagem, tende a sentir-se mais motivado a aprender e a fazer mais. Para esta intervenção de prática de ensino supervisionada, no âmbito do Mestrado em Ensino da Biologia e Geologia, decidiu-se operacionalizar esta corrente do construtivismo através da planificação e realização de várias atividades práticas, com o objetivo de perceber quais as potencialidades e limitações de cada uma na motivação intrínseca dos alunos assim como no seu processo de aprendizagem de conteúdos e de competências. A proposta didática elaborada com base nestas diretrizes foi aplicada numa turma de 11º ano do ensino regular, no contexto da unidade curricular “Evolução Biológica”. Esta investigação seguiu uma abordagem qualitativa cuja análise de dados foi realizada com recurso a quatro instrumentos de recolha de dados: Diário de bordo, questionários (intercalares e final) e análise de documentos. Os alunos reagiram de modo, geralmente, positivo às estratégias aplicadas durante a intervenção, tendo demonstrado, por várias vezes, ter apreciado a originalidade e autonomia das atividades realizadas. Como consequência, observou-se um impacto bastante positivo na motivação dos alunos. O reflexo destes aspetos na aprendizagem de conteúdos e de competências não foi igualmente explícito, mas foi definitivamente positivo. As atividades realizadas contribuíram para uma melhor compreensão dos conteúdos relacionados com a unidade curricular em causa, para o desenvolvimento de competências como o raciocínio, o pensamento crítico, a comunicação e a cooperação assim como para a compreensão de certos aspetos da natureza da ciência.
Autores principais:Monteiro, Catarina Maria Filipe
Assunto:Actividades Evolução biológica Processo de aprendizagem Construtivismo Motivação dos alunos Aprendizagem das ciências Relatórios da prática de ensino supervisionada - 2023
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A motivação e a aprendizagem sempre andaram de mãos dadas. Até instintivamente se sabe que um aluno desmotivado, sem vontade, não terá tanto sucesso de aprendizagem como poderia. Mas que tipo de motivação? As correntes construtivistas da educação sugerem que o tipo de motivação com efeitos significativos na aprendizagem é a intrínseca, ou seja, aquela “força” que se origina dentro do universo privado do aluno e o impele a querer saber mais sobre determinado assunto. A motivação intrínseca anda de mãos dadas com as estratégias de ensino centradas no aluno, uma vez que um aluno que se sente envolvido de forma direta na sua aprendizagem, tende a sentir-se mais motivado a aprender e a fazer mais. Para esta intervenção de prática de ensino supervisionada, no âmbito do Mestrado em Ensino da Biologia e Geologia, decidiu-se operacionalizar esta corrente do construtivismo através da planificação e realização de várias atividades práticas, com o objetivo de perceber quais as potencialidades e limitações de cada uma na motivação intrínseca dos alunos assim como no seu processo de aprendizagem de conteúdos e de competências. A proposta didática elaborada com base nestas diretrizes foi aplicada numa turma de 11º ano do ensino regular, no contexto da unidade curricular “Evolução Biológica”. Esta investigação seguiu uma abordagem qualitativa cuja análise de dados foi realizada com recurso a quatro instrumentos de recolha de dados: Diário de bordo, questionários (intercalares e final) e análise de documentos. Os alunos reagiram de modo, geralmente, positivo às estratégias aplicadas durante a intervenção, tendo demonstrado, por várias vezes, ter apreciado a originalidade e autonomia das atividades realizadas. Como consequência, observou-se um impacto bastante positivo na motivação dos alunos. O reflexo destes aspetos na aprendizagem de conteúdos e de competências não foi igualmente explícito, mas foi definitivamente positivo. As atividades realizadas contribuíram para uma melhor compreensão dos conteúdos relacionados com a unidade curricular em causa, para o desenvolvimento de competências como o raciocínio, o pensamento crítico, a comunicação e a cooperação assim como para a compreensão de certos aspetos da natureza da ciência.