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Dilemas éticos nos processos de recrutamento e seleção - quais as medidas utilizadas pelas organizações para mitigar estes dilemas?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os processos de recrutamento e seleção é uma das principais áreas da Gestão de Recursos Humanos. Nestes processos, os dilemas éticos emergem como questões cruciais que desafiam as organizações contemporâneas. O recrutamento e seleção de talentos não são meramente procedimentos técnicos, pois envolvem uma complexa interseção entre valores organizacionais, normas sociais e responsabilidade ética. Diante da crescente conscientização sobre a importância da ética empresarial e da justiça no ambiente de trabalho, os profissionais de RH enfrentam pressões para equilibrar as necessidades da organização com princípios éticos fundamentais. O presente Trabalho Final de Mestrado propõe explorar os dilemas éticos inerentes aos processos de recrutamento e seleção, analisando as práticas existentes e as possíveis estratégias para mitigar e resolver esses dilemas. Para recolher esta informação, foram realizadas entrevistas semiestruturadas a profissionais da área. Foi possível concluir que os principais dilemas éticos que os profissionais de ReS enfrentam são o favoritismo, o nepotismo e a discriminação. Embora haja uma crescente preocupação por parte das empresas relativamente a estas questões, este continua a ser um tema extremamente sensível que exige uma atenção especial, tanto dos profissionais da área, como dos candidatos que frequentemente se deparam com situações desagradáveis. Apesar de muitas organizações disponibilizarem diversos mecanismos para mitigar si tuações não éticas, a sua utilização pelos colaboradores é frequentemente limitada pelo medo de represálias ou pela perceção de que tais ações não resultarão em mudanças efetivas. Esta falta de confiança nos sistemas de mitigação é um problema que precisa ser abordado com urgência. Outra conclusão que merece destaque é a tendência das empresas para implementarem estratégias éticas com o objetivo principal de melhorar a sua imagem no mercado e de ganharem prémios de ética. Na prática, estas estratégias muitas vezes não são seguidas de ações concretas, o que revela uma dissonância preocupante entre a teoria e a prática nas políticas empresariais.
Autores principais:Galapito, Marisa Sofia Lobo
Assunto:Gestão de Recursos Humanos Recrutamento e Seleção Ética Ética Empresarial Dilemas Éticos Human Resources Management Recruitment and Selection Ethics Business Ethics Ethical Dilemmas
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os processos de recrutamento e seleção é uma das principais áreas da Gestão de Recursos Humanos. Nestes processos, os dilemas éticos emergem como questões cruciais que desafiam as organizações contemporâneas. O recrutamento e seleção de talentos não são meramente procedimentos técnicos, pois envolvem uma complexa interseção entre valores organizacionais, normas sociais e responsabilidade ética. Diante da crescente conscientização sobre a importância da ética empresarial e da justiça no ambiente de trabalho, os profissionais de RH enfrentam pressões para equilibrar as necessidades da organização com princípios éticos fundamentais. O presente Trabalho Final de Mestrado propõe explorar os dilemas éticos inerentes aos processos de recrutamento e seleção, analisando as práticas existentes e as possíveis estratégias para mitigar e resolver esses dilemas. Para recolher esta informação, foram realizadas entrevistas semiestruturadas a profissionais da área. Foi possível concluir que os principais dilemas éticos que os profissionais de ReS enfrentam são o favoritismo, o nepotismo e a discriminação. Embora haja uma crescente preocupação por parte das empresas relativamente a estas questões, este continua a ser um tema extremamente sensível que exige uma atenção especial, tanto dos profissionais da área, como dos candidatos que frequentemente se deparam com situações desagradáveis. Apesar de muitas organizações disponibilizarem diversos mecanismos para mitigar si tuações não éticas, a sua utilização pelos colaboradores é frequentemente limitada pelo medo de represálias ou pela perceção de que tais ações não resultarão em mudanças efetivas. Esta falta de confiança nos sistemas de mitigação é um problema que precisa ser abordado com urgência. Outra conclusão que merece destaque é a tendência das empresas para implementarem estratégias éticas com o objetivo principal de melhorar a sua imagem no mercado e de ganharem prémios de ética. Na prática, estas estratégias muitas vezes não são seguidas de ações concretas, o que revela uma dissonância preocupante entre a teoria e a prática nas políticas empresariais.