Publicação
A resolução de problemas de matemática em salas de aulas multiculturais
| Resumo: | O estudo apresentado pretendeu dar resposta às seguintes questões: (1) O modelo heurístico de Polya favorecerá a capacidade de resolver problemas de Matemática, em alunos socioculturalmente desfavorecidos?...; (2) Este tipo de abordagem ajudará o desenvolvimento das capacidades metacognitivas?... (3) e poderá esta estratégia alterar de um modo positivo, as atitudes dos alunos face à disciplina e à tarefa ? Para poder dar uma resposta a estas questões, foi realizada uma intervenção ao nível da sala de aula, tendo esta, decorrido durante 5 meses numa Escola Secundária da periferia de Lisboa, com alunos que frequentavam o 12° ano de escolaridade. Esta intervenção incidiu sobre os conteúdos programáticos ligados ao tema das Funções. Aplicou-se a Heurística de Polya na resolução de problemas ao grupo denominado experimental, este modelo valorizou a interpretação, o planeamento, a execução e a avaliação dentro da resolução dos problemas. No outro grupo designado por grupo de controle realizou-se um ensino dito tradicional, utilizando o método expositivo. Os efeitos da aplicação do modelo de Polya foram aferidos, tendo por base os resultados dos diversos testes realizados pelos alunos e a análise dos questionários. Através da análise dos resultados foi possível verificar que os alunos do grupo experimental manifestaram uma evolução positiva no campo da resolução de problemas, o que esteve de acordo, com os dados fornecidos pela revisão teórica efectuada. Menos nítida foi a evolução demonstrada por estes, alunos em relação aos indicadores metacognitivos. As atitudes para com a resolução de problemas e o grau de satisfação na disciplina de Matemática foram igualmente analisados através de diversos instrumentos, tendo-se obtido resultados estatisticamente significativos, que demonstraram evolução. A utilização deste tipo de modelo foi capaz de aumentar as atitudes positivas face à disciplina e à tarefa. Os resultados foram observados em relação ao total da amostra, e em relação aos alunos socioculturalmente desfavorecidos. Existiram diversas limitações ao estudo, que resultaram, quer de factores externos (tempo de exequibilidade, escolha da amostra, entre outros), quer de factores internos à própria investigação, nomeadamente, de natureza organizacional referentes à escola. No final desta investigação, e tendo em atenção os resultados obtidos, seria de interesse, poder replicar o estudo de uma forma longitudinal, no Ensino Secundário e noutro tipo de contextos. |
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| Autores principais: | Neves, Isabel Maria Ferreira de Carvalho das, 1959- |
| Assunto: | Teses de mestrado - 2005 Educação intercultural - Portugal Matemática - Estudo e ensino Metacognição |
| Ano: | 2005 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O estudo apresentado pretendeu dar resposta às seguintes questões: (1) O modelo heurístico de Polya favorecerá a capacidade de resolver problemas de Matemática, em alunos socioculturalmente desfavorecidos?...; (2) Este tipo de abordagem ajudará o desenvolvimento das capacidades metacognitivas?... (3) e poderá esta estratégia alterar de um modo positivo, as atitudes dos alunos face à disciplina e à tarefa ? Para poder dar uma resposta a estas questões, foi realizada uma intervenção ao nível da sala de aula, tendo esta, decorrido durante 5 meses numa Escola Secundária da periferia de Lisboa, com alunos que frequentavam o 12° ano de escolaridade. Esta intervenção incidiu sobre os conteúdos programáticos ligados ao tema das Funções. Aplicou-se a Heurística de Polya na resolução de problemas ao grupo denominado experimental, este modelo valorizou a interpretação, o planeamento, a execução e a avaliação dentro da resolução dos problemas. No outro grupo designado por grupo de controle realizou-se um ensino dito tradicional, utilizando o método expositivo. Os efeitos da aplicação do modelo de Polya foram aferidos, tendo por base os resultados dos diversos testes realizados pelos alunos e a análise dos questionários. Através da análise dos resultados foi possível verificar que os alunos do grupo experimental manifestaram uma evolução positiva no campo da resolução de problemas, o que esteve de acordo, com os dados fornecidos pela revisão teórica efectuada. Menos nítida foi a evolução demonstrada por estes, alunos em relação aos indicadores metacognitivos. As atitudes para com a resolução de problemas e o grau de satisfação na disciplina de Matemática foram igualmente analisados através de diversos instrumentos, tendo-se obtido resultados estatisticamente significativos, que demonstraram evolução. A utilização deste tipo de modelo foi capaz de aumentar as atitudes positivas face à disciplina e à tarefa. Os resultados foram observados em relação ao total da amostra, e em relação aos alunos socioculturalmente desfavorecidos. Existiram diversas limitações ao estudo, que resultaram, quer de factores externos (tempo de exequibilidade, escolha da amostra, entre outros), quer de factores internos à própria investigação, nomeadamente, de natureza organizacional referentes à escola. No final desta investigação, e tendo em atenção os resultados obtidos, seria de interesse, poder replicar o estudo de uma forma longitudinal, no Ensino Secundário e noutro tipo de contextos. |
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