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A advertência de Peter Comestor : um breve excurso sobre as hipóteses de reforma do Estado em sociedades democráticas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Quais as hipóteses de reforma do Estado em sociedades poliárquicas e onde predominam as responsabilidades difusas e as autorias problemáticas? Qual a possibilidade de reforma em sociedades onde o stalemate burocrático conduz os grupos de pressão a encontrarem vantagem na manutenção do statu quo? Qual o resultado de reforma do Estado em sociedades onde a gestão de ciclos eleitorais curtos leva ao privilegiar de soluções conhecidas e de fácil aceitação, em detrimento das grandes transformações socio-económicas? Qual a probabilidade de resultados positivos, resultantes das reformas introduzidas, em sociedades onde existe um longo hiato entre a tomada de decisão e a sua efectiva implantação no terreno, o que gera a multiplicação de efeitos de overshooting? A partir destas e de outras dúvidas sobre a capacidade de reforma das sociedades democráticas, formular-se-á um modelo minimalista e paradoxal de reforma possível em sociedades definidas pela crise da cidadania, pelo risco social e pela incerteza em face dos processos de globalização.
Autores principais:Marques, Rafael
Assunto:Reforma do Estado Democracia Ciclos eleitorias Incerteza Globalização Sociologia política Political Reform Democratic Society Electoral Cycles Risk and Uncertainty Globalization Political Sociology
Ano:2001
País:Portugal
Tipo de documento:working paper
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Quais as hipóteses de reforma do Estado em sociedades poliárquicas e onde predominam as responsabilidades difusas e as autorias problemáticas? Qual a possibilidade de reforma em sociedades onde o stalemate burocrático conduz os grupos de pressão a encontrarem vantagem na manutenção do statu quo? Qual o resultado de reforma do Estado em sociedades onde a gestão de ciclos eleitorais curtos leva ao privilegiar de soluções conhecidas e de fácil aceitação, em detrimento das grandes transformações socio-económicas? Qual a probabilidade de resultados positivos, resultantes das reformas introduzidas, em sociedades onde existe um longo hiato entre a tomada de decisão e a sua efectiva implantação no terreno, o que gera a multiplicação de efeitos de overshooting? A partir destas e de outras dúvidas sobre a capacidade de reforma das sociedades democráticas, formular-se-á um modelo minimalista e paradoxal de reforma possível em sociedades definidas pela crise da cidadania, pelo risco social e pela incerteza em face dos processos de globalização.