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Auto-avaliação : um estudo de caso numa escola secundária

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Resumo:A problemática da avaliação de escolas tem assumido uma enorme visibilidade no sistema educativo português e os debates sobre a qualidade do sistema educativo, em geral, e das escolas em particular, têm agitado os actores nos últimos anos. A Lei nº31/2002, de 20 de Dezembro que aprova o sistema da avaliação da educação do ensino não superior foi um passo importante para o desenvolvimento de uma cultura de avaliação de escolas onde é realçado o carácter obrigatório da auto-avaliação. O objectivo central da investigação, consiste em obter dados empíricos, que, em conformidade com a problemática, e subjacente a um contexto de avaliação, contribuam para compreender melhor o impacto da implementação do processo de auto-avaliação e para o seu questionamento enquanto instrumento de regulação social no quadro das tendências de reconfiguração do Estado. O estudo efectuado é contextualizado num quadro teórico onde apresentamos um levantamento das principais questões que se apresentam dentro da problemática da regulação da educação, tendo como ponto de partida a reconfiguração da intervenção estatal na acção educativa e o papel da avaliação neste contexto de mudança. O estudo realizado situou-se numa escola secundária da margem Sul do Tejo que, no ano de 2005, deu início ao seu processo de auto-avaliação. O dispositivo empírico montado usou como recursos a entrevista aos elementos da equipa de auto-avaliação à directora da escola e à presidente da Associação de Pais, privilegiando o olhar sobre o desenrolar do processo por parte dos actores que estavam directamente envolvidos na implementação da auto-avaliação na escola. Recorremos também à observação participante e à análise documental. Os resultados levaram-nos a concluir que a implementação do processo de auto-avaliação foi sentido com alguma resistência da parte dos actores educativos mas trouxe à escola mudança de mentalidades e comportamentos embora nem sempre de forma pacífica. Ficou sobretudo uma importante sensibilização não só para a reflexão acerca da importância da prática da auto-avaliação enquanto instrumento de melhoria para a escola e mecanismo de prestação de contas no quadro da regulação da educação, mas também para as dificuldades sentidas na sua operacionalização.
Autores principais:Curado, Idália Maria Ferreira, 1965-
Assunto:Administração educacional - Portugal Auto-avaliação Avaliação de escolas Teses de mestrado - 2010
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A problemática da avaliação de escolas tem assumido uma enorme visibilidade no sistema educativo português e os debates sobre a qualidade do sistema educativo, em geral, e das escolas em particular, têm agitado os actores nos últimos anos. A Lei nº31/2002, de 20 de Dezembro que aprova o sistema da avaliação da educação do ensino não superior foi um passo importante para o desenvolvimento de uma cultura de avaliação de escolas onde é realçado o carácter obrigatório da auto-avaliação. O objectivo central da investigação, consiste em obter dados empíricos, que, em conformidade com a problemática, e subjacente a um contexto de avaliação, contribuam para compreender melhor o impacto da implementação do processo de auto-avaliação e para o seu questionamento enquanto instrumento de regulação social no quadro das tendências de reconfiguração do Estado. O estudo efectuado é contextualizado num quadro teórico onde apresentamos um levantamento das principais questões que se apresentam dentro da problemática da regulação da educação, tendo como ponto de partida a reconfiguração da intervenção estatal na acção educativa e o papel da avaliação neste contexto de mudança. O estudo realizado situou-se numa escola secundária da margem Sul do Tejo que, no ano de 2005, deu início ao seu processo de auto-avaliação. O dispositivo empírico montado usou como recursos a entrevista aos elementos da equipa de auto-avaliação à directora da escola e à presidente da Associação de Pais, privilegiando o olhar sobre o desenrolar do processo por parte dos actores que estavam directamente envolvidos na implementação da auto-avaliação na escola. Recorremos também à observação participante e à análise documental. Os resultados levaram-nos a concluir que a implementação do processo de auto-avaliação foi sentido com alguma resistência da parte dos actores educativos mas trouxe à escola mudança de mentalidades e comportamentos embora nem sempre de forma pacífica. Ficou sobretudo uma importante sensibilização não só para a reflexão acerca da importância da prática da auto-avaliação enquanto instrumento de melhoria para a escola e mecanismo de prestação de contas no quadro da regulação da educação, mas também para as dificuldades sentidas na sua operacionalização.