Publicação
Resistência antimicrobiana no microbiota respiratório do doente com fibrose quística
| Resumo: | A Fibrose Quística é uma doença genética cuja prevalência varia consoante os países. A doença caracteriza-se por sintomas de doença pulmonar crónica e de má absorção intestinal. A grande causa de morbilidade e mortalidade nestes pacientes é a doença pulmonar crónica caracterizada por infeções respiratórias recorrentes. Ao nível do pulmão, para além do processo infecioso há uma resposta inflamatória marcada com impacto negativo na deterioração da função pulmonar. A esperança de vida aumentou para mais de 40 anos muito devido à instituição de terapêutica antibiótica oral, endovenosa ou inalada, preconizada para o controlo das infeções pulmonares, nomeadamente no primeiro isolamento de Pseudomonas aeruginosa e na terapêutica de supressão para a infeção crónica. Contudo, a maior sobrevida e a frequente administração de antimicrobianos tem como consequência o isolamento de bactérias multirresistentes. A definição de resistência antimicrobiana no contexto da fibrose quística tem sido tema de reflexão e vai ser abordado ao longo do trabalho. Atualmente, é consensual que o microbiota é, também, um fator integrante da fisiopatologia de algumas doenças, nomeadamente da fibrose quística. Ao logo do trabalho serão abordadas as principais evidências acerca desta relação e a forma como se devem interpretar estes novos conhecimentos e a sua possível aplicação para melhor tratar os pacientes. Pretende-se responder às questões: será a microbiota um novo alvo terapêutico? Como interpretar, valorizar e atuar, consoante o padrão de resistência aos antimicrobianos presente no microbioma? Este trabalho procura sintetizar e relacionar todos estes conceitos, à luz da mais recente evidência científica e opinião de peritos na área. |
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| Autores principais: | Miranda, André Nunes |
| Assunto: | Fibrose quística Inflamação Infeção Resistência aos antimicrobianos Microbiota Pediatria |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A Fibrose Quística é uma doença genética cuja prevalência varia consoante os países. A doença caracteriza-se por sintomas de doença pulmonar crónica e de má absorção intestinal. A grande causa de morbilidade e mortalidade nestes pacientes é a doença pulmonar crónica caracterizada por infeções respiratórias recorrentes. Ao nível do pulmão, para além do processo infecioso há uma resposta inflamatória marcada com impacto negativo na deterioração da função pulmonar. A esperança de vida aumentou para mais de 40 anos muito devido à instituição de terapêutica antibiótica oral, endovenosa ou inalada, preconizada para o controlo das infeções pulmonares, nomeadamente no primeiro isolamento de Pseudomonas aeruginosa e na terapêutica de supressão para a infeção crónica. Contudo, a maior sobrevida e a frequente administração de antimicrobianos tem como consequência o isolamento de bactérias multirresistentes. A definição de resistência antimicrobiana no contexto da fibrose quística tem sido tema de reflexão e vai ser abordado ao longo do trabalho. Atualmente, é consensual que o microbiota é, também, um fator integrante da fisiopatologia de algumas doenças, nomeadamente da fibrose quística. Ao logo do trabalho serão abordadas as principais evidências acerca desta relação e a forma como se devem interpretar estes novos conhecimentos e a sua possível aplicação para melhor tratar os pacientes. Pretende-se responder às questões: será a microbiota um novo alvo terapêutico? Como interpretar, valorizar e atuar, consoante o padrão de resistência aos antimicrobianos presente no microbioma? Este trabalho procura sintetizar e relacionar todos estes conceitos, à luz da mais recente evidência científica e opinião de peritos na área. |
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