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Os cinco fatores de personalidade e sua relação com níveis de coping e felicidade em doentes paliativos

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Resumo:O presente trabalho, denominado “Os Cinco Fatores de Personalidade e sua Relação com Níveis de Coping e Felicidade em Doentes Paliativos” teve como principal objetivo perceber de que forma a Personalidade influencia ou é influenciada pelos níveis de Coping e de Felicidade experimentados numa fase de doença terminal. Mais concretamente, tentar compreender se os níveis de Coping Resiliente estão relacionados com as categorias de Personalidade, ou se por outro lado, são os níveis de Felicidade Subjetiva que se relacionam com as diversas categorias de Personalidade. A amostra deste estudo foi constituída por 43 sujeitos distribuídos por três grupos distintos, segundo o tipo de intervenção que estavam a receber em contexto paliativo, na região do Algarve, a saber: intervenção comunitária (N=15), consulta de ambulatório (N=14) e internamento (N=14). Tratavam-se de indivíduos de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 49 e os 92 anos e o período de recolha de dados decorreu entre Outubro de 2014 e Maio de 2015. Para a realização desta investigação foram aplicados quatro questionários, designadamente: Questionário Socio-demográfico, para obtenção dos dados demográficos e clínicos da população em estudo; Inventário de Personalidade NEO-FFI-20 (Bertoquini & Pais Ribeiro, 2005), com o propósito de perceber qual a categoria de Personalidade na qual cada sujeito se incluia, de acordo com os cinco grandes fatores de Personalidade; Escala de Felicidade Subjetiva (Bertoquini & Pais Ribeiro, 2004) com o intuito de avaliar a perceção de felicidade de cada indivíduo e por fim a Escala Breve de Coping Resiliente (Pais Ribeiro & Morais, 2010) que permite perceber a capacidade dos sujeitos para lidar com o stresse de forma adaptativa. Os resultados obtidos através da análise estatística permitiram perceber que, relativamente às variáveis “Intervenção” e “Felicidade” há evidência de valores estatisticamente significativos, ou seja, os níveis de felicidade podem ser influenciados pelo tipo de intervenção. Assinala-se, igualmente, a existência de relação entre as variáveis “Tem conhecimento” (do diagnóstico) e “Coping”, o que significa que, os sujeitos que têm conhecimento do seu diagnóstico são aqueles que apresentam valores mais elevados de Coping Resiliente. No que concerne às correlações entre variáveis, verifica-se uma correlação positiva entre “Conscienciosidade” e “Felicidade” e uma correlação forte positiva entre “Extroversão” e “Felicidade”. Isto é, os sujeitos que apresentam valores mais elevados nos traços de Personalidade “Consciensiosidade” e “Extroversão” são os que manifestam maior tendência a apresentar valores mais elevados na Felicidade. Foi ainda possível observar a existência de correlações positivas entre as variáveis: “Extroversão” e “Abertura à Experiência”; “Extroversão” e “Conscienciosidade”. E uma correlação negativa entre as variáveis “Extroversão” e “Neuroticismo”.
Autores principais:Gonçalves, Vera Lúcia Silvestre, 1982-
Assunto:Os cinco fatores de personalidade Coping resiliente Felicidade subjetiva Cuidados paliativos Teses de mestrado - 2016
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente trabalho, denominado “Os Cinco Fatores de Personalidade e sua Relação com Níveis de Coping e Felicidade em Doentes Paliativos” teve como principal objetivo perceber de que forma a Personalidade influencia ou é influenciada pelos níveis de Coping e de Felicidade experimentados numa fase de doença terminal. Mais concretamente, tentar compreender se os níveis de Coping Resiliente estão relacionados com as categorias de Personalidade, ou se por outro lado, são os níveis de Felicidade Subjetiva que se relacionam com as diversas categorias de Personalidade. A amostra deste estudo foi constituída por 43 sujeitos distribuídos por três grupos distintos, segundo o tipo de intervenção que estavam a receber em contexto paliativo, na região do Algarve, a saber: intervenção comunitária (N=15), consulta de ambulatório (N=14) e internamento (N=14). Tratavam-se de indivíduos de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 49 e os 92 anos e o período de recolha de dados decorreu entre Outubro de 2014 e Maio de 2015. Para a realização desta investigação foram aplicados quatro questionários, designadamente: Questionário Socio-demográfico, para obtenção dos dados demográficos e clínicos da população em estudo; Inventário de Personalidade NEO-FFI-20 (Bertoquini & Pais Ribeiro, 2005), com o propósito de perceber qual a categoria de Personalidade na qual cada sujeito se incluia, de acordo com os cinco grandes fatores de Personalidade; Escala de Felicidade Subjetiva (Bertoquini & Pais Ribeiro, 2004) com o intuito de avaliar a perceção de felicidade de cada indivíduo e por fim a Escala Breve de Coping Resiliente (Pais Ribeiro & Morais, 2010) que permite perceber a capacidade dos sujeitos para lidar com o stresse de forma adaptativa. Os resultados obtidos através da análise estatística permitiram perceber que, relativamente às variáveis “Intervenção” e “Felicidade” há evidência de valores estatisticamente significativos, ou seja, os níveis de felicidade podem ser influenciados pelo tipo de intervenção. Assinala-se, igualmente, a existência de relação entre as variáveis “Tem conhecimento” (do diagnóstico) e “Coping”, o que significa que, os sujeitos que têm conhecimento do seu diagnóstico são aqueles que apresentam valores mais elevados de Coping Resiliente. No que concerne às correlações entre variáveis, verifica-se uma correlação positiva entre “Conscienciosidade” e “Felicidade” e uma correlação forte positiva entre “Extroversão” e “Felicidade”. Isto é, os sujeitos que apresentam valores mais elevados nos traços de Personalidade “Consciensiosidade” e “Extroversão” são os que manifestam maior tendência a apresentar valores mais elevados na Felicidade. Foi ainda possível observar a existência de correlações positivas entre as variáveis: “Extroversão” e “Abertura à Experiência”; “Extroversão” e “Conscienciosidade”. E uma correlação negativa entre as variáveis “Extroversão” e “Neuroticismo”.