Publicação
Utilização de farinha de inseto na alimentação de galinhas poedeiras
| Resumo: | Atualmente a soja é a principal fonte de proteína utilizada na alimentação animal. A indústria de alimentação animal encontra-se numa fase de procura por novas fontes de proteína que permitam não só alimentar os animais, mas também originar uma produção animal sustentável. A farinha de inseto é uma das matérias-primas que pode vir a ter um elevado destaque neste contexto uma vez que permite a transformação de resíduos animais ou vegetais de fraca qualidade numa matéria-prima de alta qualidade rica em proteína e energia. Com intuito de testar se seria possível alimentar galinhas poedeiras em fase de postura substituindo na totalidade o bagaço de soja por farinha de larva de Hermetia illucens (BSF), foram selecionadas setenta e cinco galinhas da estirpe Lohmann Brown Classic com 25 semanas de idade, divididas em cinco grupos experimentais: Controlo, A, B, C e D. O grupo Controlo foi alimentado com alimento composto com 20% bagaço soja e 0% farinha de BSF, o grupo A com 0% bagaço de soja e 20% farinha de BSF, o grupo B 5% bagaço de soja e 15% farinha de BSF, o grupo C 10% bagaço de soja e 10% farinha de BSF e o grupo D 15% bagaço de soja e 5% farinha de BSF. Os resultados obtidos provaram que é possível alimentar galinhas poedeiras substituindo na totalidade o bagaço de soja pela farinha de larva de Hermetia illucens. Provou que não existe qualquer diferença significante dos parâmetros produtivos: mortalidade, peso corporal, peso do ovo, massa de ovo, postura, índice de conversão, ingestão média diária, categorias de ovos postos ou qualidade da casca. (p>0,05). O perfil de ácidos gordos das gemas, contudo, demonstrou alterações significativas entre os grupos experimentais. Obteve-se maiores teores de ácidos gordos saturados e menores teores de ácidos gordos insaturados nas gemas dos ovos de galinhas alimentadas com farinha de inseto, aumentando também o rácio entre ácidos gordos ómega-6/ómega-3 (p<0,05) |
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| Autores principais: | Saavedra, Marco António Batista de Carvalho |
| Assunto: | Farinha de inseto Soja Ácidos gordos Mosca soldado negro Parâmetros produtivos Insect meal Soybean meal Fatty acids Black soldier fly Productive parameters |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Atualmente a soja é a principal fonte de proteína utilizada na alimentação animal. A indústria de alimentação animal encontra-se numa fase de procura por novas fontes de proteína que permitam não só alimentar os animais, mas também originar uma produção animal sustentável. A farinha de inseto é uma das matérias-primas que pode vir a ter um elevado destaque neste contexto uma vez que permite a transformação de resíduos animais ou vegetais de fraca qualidade numa matéria-prima de alta qualidade rica em proteína e energia. Com intuito de testar se seria possível alimentar galinhas poedeiras em fase de postura substituindo na totalidade o bagaço de soja por farinha de larva de Hermetia illucens (BSF), foram selecionadas setenta e cinco galinhas da estirpe Lohmann Brown Classic com 25 semanas de idade, divididas em cinco grupos experimentais: Controlo, A, B, C e D. O grupo Controlo foi alimentado com alimento composto com 20% bagaço soja e 0% farinha de BSF, o grupo A com 0% bagaço de soja e 20% farinha de BSF, o grupo B 5% bagaço de soja e 15% farinha de BSF, o grupo C 10% bagaço de soja e 10% farinha de BSF e o grupo D 15% bagaço de soja e 5% farinha de BSF. Os resultados obtidos provaram que é possível alimentar galinhas poedeiras substituindo na totalidade o bagaço de soja pela farinha de larva de Hermetia illucens. Provou que não existe qualquer diferença significante dos parâmetros produtivos: mortalidade, peso corporal, peso do ovo, massa de ovo, postura, índice de conversão, ingestão média diária, categorias de ovos postos ou qualidade da casca. (p>0,05). O perfil de ácidos gordos das gemas, contudo, demonstrou alterações significativas entre os grupos experimentais. Obteve-se maiores teores de ácidos gordos saturados e menores teores de ácidos gordos insaturados nas gemas dos ovos de galinhas alimentadas com farinha de inseto, aumentando também o rácio entre ácidos gordos ómega-6/ómega-3 (p<0,05) |
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