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A autobiografia exploratória como contributo para a demonstração do carácter formativo das experiências de vida

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Com este trabalho quisemos apresentar um conjunto de factores que dificultam o reconhecimento de adquiridos nos Centros Novas Oportunidades actualmente, quer pela massificação do processo, quer pelas alterações de carácter contratual e funcional das equipas técnico-pedagógicas que dinamizam o processo RVCC, quer pelas condições socioeconómicas dos adultos que condicionam as suas escolhas em termos de qualificação, quer pelos métodos mais recentes de diagnóstico e encaminhamento existentes que levantam sérias questões relativamente ao perfil de competências e papel desempenhado pela nova figura no contexto do processo RVCC – o técnico de diagnóstico e encaminhamento – e, acima de tudo do profissional de RVC. Dando particular realce às dimensões da formação familiar e comunitária (para além da experiência profissional e formação contínua), para a aquisição de competências transversais no âmbito da literacia e da cidadania, pretendemos, a partir da narração dos adquiridos experienciais da investigadora deste trabalho: a) reflectir sobre o carácter formativo das experiências de vida e da lógica da sua demonstração através de uma Autobiografia Exploratória, b) mencionar algumas dificuldades sentidas pelos adultos na elaboração de uma Autobiografia Exploratória no âmbito de um processo de RVCC (considerando o processo mais ―polémico‖ no momento – RVCC-Nível Secundário), c) registar algumas práticas do terreno num Centro Novas Oportunidades (suportadas pelas aprendizagens formais e informais da investigadora enquanto profissional de RVC), as quais ao longo do tempo têm facilitado, quer a abordagem autobiográfica dos adultos que participam no processo RVCC, quer a análise coerente da mesma (salientando alguns critérios de análise como pilar da credibilização deste processo), e, por último d) reconhecer a importância de determinados saberes experienciais e formação específicos, para os profissionais de RVC desempenharem com segurança o seu papel de orientadores/facilitadores na elaboração de uma Autobiografia Exploratória. A ideia central deste trabalho é: ―Antes de ajudares o outro a reconhecer-se, reconhece-te a ti próprio‖.
Autores principais:Santos, Tânia Marisa da Conceição António dos, 1976-
Assunto:Formação de adultos Autobiografias Aprendizagem experiencial Trabalhos de projecto de mestrado - 2010
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Com este trabalho quisemos apresentar um conjunto de factores que dificultam o reconhecimento de adquiridos nos Centros Novas Oportunidades actualmente, quer pela massificação do processo, quer pelas alterações de carácter contratual e funcional das equipas técnico-pedagógicas que dinamizam o processo RVCC, quer pelas condições socioeconómicas dos adultos que condicionam as suas escolhas em termos de qualificação, quer pelos métodos mais recentes de diagnóstico e encaminhamento existentes que levantam sérias questões relativamente ao perfil de competências e papel desempenhado pela nova figura no contexto do processo RVCC – o técnico de diagnóstico e encaminhamento – e, acima de tudo do profissional de RVC. Dando particular realce às dimensões da formação familiar e comunitária (para além da experiência profissional e formação contínua), para a aquisição de competências transversais no âmbito da literacia e da cidadania, pretendemos, a partir da narração dos adquiridos experienciais da investigadora deste trabalho: a) reflectir sobre o carácter formativo das experiências de vida e da lógica da sua demonstração através de uma Autobiografia Exploratória, b) mencionar algumas dificuldades sentidas pelos adultos na elaboração de uma Autobiografia Exploratória no âmbito de um processo de RVCC (considerando o processo mais ―polémico‖ no momento – RVCC-Nível Secundário), c) registar algumas práticas do terreno num Centro Novas Oportunidades (suportadas pelas aprendizagens formais e informais da investigadora enquanto profissional de RVC), as quais ao longo do tempo têm facilitado, quer a abordagem autobiográfica dos adultos que participam no processo RVCC, quer a análise coerente da mesma (salientando alguns critérios de análise como pilar da credibilização deste processo), e, por último d) reconhecer a importância de determinados saberes experienciais e formação específicos, para os profissionais de RVC desempenharem com segurança o seu papel de orientadores/facilitadores na elaboração de uma Autobiografia Exploratória. A ideia central deste trabalho é: ―Antes de ajudares o outro a reconhecer-se, reconhece-te a ti próprio‖.