Publicação
A análise do modelo organizativo dos Cuidados de Saúde Primários no ACeS de Oeiras
| Resumo: | O início da reforma dos cuidados de saúde primários aconteceu em 2005, com o Programa do XVII Governo Constitucional, que tinha como objetivo “atribuir uma particular relevância à reestruturação dos centros de saúde, pela proximidade ao cidadão e pelo contributo que dão à melhoria dos níveis de vida dos Portugueses. ” (Decreto-Lei n.º 88, 2005, p. 3606) Em 2006, surgiram as Unidades de Saúde Familiar (USF) como o primeiro movimento da reforma. As USF são unidades funcionais com autonomia administrativa, técnica e funcional que se organizaram de forma voluntária, que visam a prestação de serviços de qualidade e de proximidade, baseando-se numa nova forma de organizar a acessibilidade do utente à saúde. Em 2008 foram criados os Agrupamentos de Centros de Saúde (ACeS), segundo movimento da reforma. Os ACeS têm como objetivos a eficiência e economia de escala, aplicados à agregação de recursos e das estruturas de gestão. Estes agrupamentos passaram a ser constituídos por diversas unidades funcionais, entre elas as USF e as Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP).Através da realização de um estudo de caso no ACeS de Oeiras, observaram-se os resultados de seis dos indicadores comuns contratualizados pelas USF e pelas UCSP, entre 2009 e 2011, com o objetivo de compreender as novas formas de organização. Estes indicadores representam quatro áreas: o acesso, o desempenho assistencial, a satisfação e o desempenho económico. O estudo permitiu concluir que as USF obtiveram melhores resultados no triénio em análise, e que as UCSP levaram mais tempo a adaptar-se aos sistemas de informação e à nova forma organizativa, mas no último ano em análise (2011), os seus resultados melhoraram. |
|---|---|
| Autores principais: | Martins, Paula Cristina Garcia |
| Assunto: | Cuidados de saúde primários Reforma Indicadores USF UCSP ACeS Primary health care Reform Indicators USF UCSP ACeS |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O início da reforma dos cuidados de saúde primários aconteceu em 2005, com o Programa do XVII Governo Constitucional, que tinha como objetivo “atribuir uma particular relevância à reestruturação dos centros de saúde, pela proximidade ao cidadão e pelo contributo que dão à melhoria dos níveis de vida dos Portugueses. ” (Decreto-Lei n.º 88, 2005, p. 3606) Em 2006, surgiram as Unidades de Saúde Familiar (USF) como o primeiro movimento da reforma. As USF são unidades funcionais com autonomia administrativa, técnica e funcional que se organizaram de forma voluntária, que visam a prestação de serviços de qualidade e de proximidade, baseando-se numa nova forma de organizar a acessibilidade do utente à saúde. Em 2008 foram criados os Agrupamentos de Centros de Saúde (ACeS), segundo movimento da reforma. Os ACeS têm como objetivos a eficiência e economia de escala, aplicados à agregação de recursos e das estruturas de gestão. Estes agrupamentos passaram a ser constituídos por diversas unidades funcionais, entre elas as USF e as Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP).Através da realização de um estudo de caso no ACeS de Oeiras, observaram-se os resultados de seis dos indicadores comuns contratualizados pelas USF e pelas UCSP, entre 2009 e 2011, com o objetivo de compreender as novas formas de organização. Estes indicadores representam quatro áreas: o acesso, o desempenho assistencial, a satisfação e o desempenho económico. O estudo permitiu concluir que as USF obtiveram melhores resultados no triénio em análise, e que as UCSP levaram mais tempo a adaptar-se aos sistemas de informação e à nova forma organizativa, mas no último ano em análise (2011), os seus resultados melhoraram. |
|---|