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O telescópio astronómico em Portugal no século XVIII

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste estudo é tratado o modo como um instrumento científico, o telescópio, foi apropriado pelos praticantes da astronomia em Portugal, quer na metrópole quer no vasto império ultramarino, no século XVIII. É analisado como o contexto político, económico e cultural português participou do movimento mundial de disseminação do telescópio em vastas regiões do globo, sobretudo – mas não só – através da rede missionária jesuíta. E como este foi uma peça importante no dominio do território no Brasil. Também é discutido o telescópio em Portugal no ambiente dos gabinetes de filosofia natural, através dos casos dos gabinetes de D. João V, e as suas relações com as bibliotecas, e do gabinete de física no paço da Ajuda. Focaremos igualmente a nossa atenção nos observatórios, nos do paço da Ribeira e do Colégio de Santo Antão. Veremos como a Torre da Universidade de Coimbra se tornou num observatório falhado e que telescópios equipavam os que surgiram no final do século. Algumas contribuições individuais de observadores, inovadores e a ausência de fabricantes serão igualmente objecto de análise nesta dissertação.
Autores principais:Tirapicos, Luís Artur Marques
Assunto:Astronomia Iluminismo Telescópio Cartografia Teses de mestrado - 2010
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Neste estudo é tratado o modo como um instrumento científico, o telescópio, foi apropriado pelos praticantes da astronomia em Portugal, quer na metrópole quer no vasto império ultramarino, no século XVIII. É analisado como o contexto político, económico e cultural português participou do movimento mundial de disseminação do telescópio em vastas regiões do globo, sobretudo – mas não só – através da rede missionária jesuíta. E como este foi uma peça importante no dominio do território no Brasil. Também é discutido o telescópio em Portugal no ambiente dos gabinetes de filosofia natural, através dos casos dos gabinetes de D. João V, e as suas relações com as bibliotecas, e do gabinete de física no paço da Ajuda. Focaremos igualmente a nossa atenção nos observatórios, nos do paço da Ribeira e do Colégio de Santo Antão. Veremos como a Torre da Universidade de Coimbra se tornou num observatório falhado e que telescópios equipavam os que surgiram no final do século. Algumas contribuições individuais de observadores, inovadores e a ausência de fabricantes serão igualmente objecto de análise nesta dissertação.