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Infeção do local cirúrgico : um desafio multidisciplinar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A infeção do local cirúrgico (ILC) consiste numa infeção que surge no local cirúrgico ou próximo da incisão cirúrgica durante os primeiros 30 dias ou durante um ano caso tenha sido inserido um implante. Esta constitui o tipo de infeção nosocomial mais frequente nos países em desenvolvimento e o 2º mais frequente nos países desenvolvidos, nomeadamente a nível europeu, constituindo 14 a 16% das infeções entre os doentes hospitalizados. No sentido de reduzir estas elevadas taxas de infeção foram implementadas diversas medidas de prevenção, nomeadamente “feixes de intervenções” que devem ser aplicadas em conjunto para terem sucesso. No entanto, apesar das medidas protocoladas, estas elevadas taxas mantêm-se, com repercussões a nível da morbilidade, mortalidade e custos hospitalares. No sentido de compreender se estas taxas se devem à falta de adesão ou de conhecimento acerca destas medidas, realizou-se um inquérito aos alunos dos anos clínicos (4º, 5º e 6º ano) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa para ficar a conhecer de que forma este tema é abordado ao longo do curso e com que conhecimentos acerca do mesmo os alunos dão início à sua prática clínica. A conclusão a que se chegou é que mais de metade dos alunos (58%) nunca teve contacto com o tema, apesar de a grande maioria (97,6%) referir que acha que é um tema importante e que gostaria que fosse abordado ao longo do curso.
Autores principais:Rosa, Mónica de Almeida Silva Ruivo
Assunto:Infeção nosocomial Infeção do local cirúrgico Cirurgia
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A infeção do local cirúrgico (ILC) consiste numa infeção que surge no local cirúrgico ou próximo da incisão cirúrgica durante os primeiros 30 dias ou durante um ano caso tenha sido inserido um implante. Esta constitui o tipo de infeção nosocomial mais frequente nos países em desenvolvimento e o 2º mais frequente nos países desenvolvidos, nomeadamente a nível europeu, constituindo 14 a 16% das infeções entre os doentes hospitalizados. No sentido de reduzir estas elevadas taxas de infeção foram implementadas diversas medidas de prevenção, nomeadamente “feixes de intervenções” que devem ser aplicadas em conjunto para terem sucesso. No entanto, apesar das medidas protocoladas, estas elevadas taxas mantêm-se, com repercussões a nível da morbilidade, mortalidade e custos hospitalares. No sentido de compreender se estas taxas se devem à falta de adesão ou de conhecimento acerca destas medidas, realizou-se um inquérito aos alunos dos anos clínicos (4º, 5º e 6º ano) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa para ficar a conhecer de que forma este tema é abordado ao longo do curso e com que conhecimentos acerca do mesmo os alunos dão início à sua prática clínica. A conclusão a que se chegou é que mais de metade dos alunos (58%) nunca teve contacto com o tema, apesar de a grande maioria (97,6%) referir que acha que é um tema importante e que gostaria que fosse abordado ao longo do curso.