Publicação
Síndrome de Peutz-Jeghers em idade pediátrica : do gene à clínica : perspetiva atual
| Resumo: | A Síndrome de Peutz-Jeghers é uma patologia genética rara, de transmissão autossómica dominante e caracterizada pela presença de hiperpigmentação mucocutânea, polipose gastrointestinal e um risco acrescido de malignidade em vários órgãos. O seu maior impacto clínico em idade pediátrica é decorrente das complicações associadas à presença de polipos, principalmente no intestino delgado. Os sintomas manifestam-se habitualmente na primeira década de vida e portanto o seu rastreio e vigilância está atualmente recomendado aproximadamente a partir dos 8 anos de idade ou mais precocemente caso haja manifestação de alguma sintomatologia. A maioria dos indivíduos apresenta uma mutação no gene STK11, sendo de destacar as mutações do tipo missense e nonsense, uma vez que foram estudadas como possíveis variantes que afetam a apresentação fenotípica desta síndrome. Sendo uma doença heterogénea geneticamente, a sua apresentação clínica pode variar conforme o seu genótipo. Assim, apesar de a maioria dos casos reportarem a presença de história familiar, existem também casos esporádicos com mutação de novo e ainda casos com fenótipo característico, mas em que não se identificou mutação no gene STK11. Ao longo dos anos tem-se vindo a estabelecer associações genótipo-fenótipo consistentes, com base na localização e tipo de mutação, sendo de realçar que as mutações nonsense estão relacionadas com início mais precoce de sintomatologia, maior número de polipos e de intervenções cirúrgicas. Quanto à abordagem diagnóstica, deverá integrar estudo genético e avaliação gastrointestinal através de técnicas endoscópicas e/ou imagiológicas consoante os recursos institucionais. No entanto, em idade pediátrica, ainda não existe consenso relativamente à técnica mais sensível de rastreio e identificação de polipos no intestino delgado e ao papel da enteroscopia no algoritmo de abordagem. O presente trabalho constitui uma revisão da literatura integrando a evidência científica e os consensos mais recentes, enfatizando as particularidades da Síndrome de Peutz- Jeghers na população pediátrica e opções de abordagem diagnóstica e intervenção terapêutica atualmente disponíveis. |
|---|---|
| Autores principais: | Montenegro, Gabriela Galvão |
| Assunto: | Síndrome de Peutz-Jeghers Idade pediátrica Infância Genótipo-fenótipo Pediatria |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A Síndrome de Peutz-Jeghers é uma patologia genética rara, de transmissão autossómica dominante e caracterizada pela presença de hiperpigmentação mucocutânea, polipose gastrointestinal e um risco acrescido de malignidade em vários órgãos. O seu maior impacto clínico em idade pediátrica é decorrente das complicações associadas à presença de polipos, principalmente no intestino delgado. Os sintomas manifestam-se habitualmente na primeira década de vida e portanto o seu rastreio e vigilância está atualmente recomendado aproximadamente a partir dos 8 anos de idade ou mais precocemente caso haja manifestação de alguma sintomatologia. A maioria dos indivíduos apresenta uma mutação no gene STK11, sendo de destacar as mutações do tipo missense e nonsense, uma vez que foram estudadas como possíveis variantes que afetam a apresentação fenotípica desta síndrome. Sendo uma doença heterogénea geneticamente, a sua apresentação clínica pode variar conforme o seu genótipo. Assim, apesar de a maioria dos casos reportarem a presença de história familiar, existem também casos esporádicos com mutação de novo e ainda casos com fenótipo característico, mas em que não se identificou mutação no gene STK11. Ao longo dos anos tem-se vindo a estabelecer associações genótipo-fenótipo consistentes, com base na localização e tipo de mutação, sendo de realçar que as mutações nonsense estão relacionadas com início mais precoce de sintomatologia, maior número de polipos e de intervenções cirúrgicas. Quanto à abordagem diagnóstica, deverá integrar estudo genético e avaliação gastrointestinal através de técnicas endoscópicas e/ou imagiológicas consoante os recursos institucionais. No entanto, em idade pediátrica, ainda não existe consenso relativamente à técnica mais sensível de rastreio e identificação de polipos no intestino delgado e ao papel da enteroscopia no algoritmo de abordagem. O presente trabalho constitui uma revisão da literatura integrando a evidência científica e os consensos mais recentes, enfatizando as particularidades da Síndrome de Peutz- Jeghers na população pediátrica e opções de abordagem diagnóstica e intervenção terapêutica atualmente disponíveis. |
|---|