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Integração monetária internacional : a experiência da União Monetária Oeste Africana e a adesão da Guiné-Bissau

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Resumo:A problemática da integração monetária tem ganho nos últimos tempos um grande impulso não só em termos da elaboração teórica, mas também em termos de experimentação prática, onde podemos destacar a União Europeia como um exemplo paradigmático. Em África assim como um pouco por toda a parte, temos vindo a assistir de forma cada vez mais crescente, a formação de blocos económicos regionais. A teoria da integração monetária é recente e encontra a sua origem no debate em torno das vantagens e inconvenientes da adopção de um determinado regime cambial. Neste âmbito Mundell teria dado um contributo fundamental com a teoria das zonas monetárias óptimas, e vários outros contributos se lhe seguiram. Integração monetária no sentido da moeda única tem custos e benefícios, sendo aqueles de natureza macro-económica e estes de natureza microeconomia. A União Económica e monetária Oeste Africana(UEMOA), encontra a sua origem no sistema monetário franco africano que remota dos finais dos anos trinta, e foi precedida da União Monetária Oeste Africana(UM0A). Apesar de terem assistido um longo período de estabilidade monetária, e de terem apresentado um bom performance económico em relação aos países da zona extra união, os Estados membros da UEMOA continuam a ter inúmeras dificuldades em matéria do desenvolvimento económico. E em termos da teoria da integração monetária, ainda há um longo caminho a percorrer até a UEMOA se constituir numa zona monetária óptima. A Guiné-Bissau adere a União, numa altura em que se vinha assistir alguma recuperação de uma profunda crise económica e monetária. Embora a adesão vai obrigar as autoridades guineenses à um maior rigor na condução da política económica, é verdade que o país não se preparou devidamente para tirar devidos proveitos de uma união económica e monetária.
Autores principais:Júnior, João Adriano Conduto
Assunto:Integração monetária Taxa de câmbio União Económica e Monetária Oeste Africana Franco CFA Zona Monetária Óptima Critérios de Convergência. Monetary Integration Exchange rates Economic and Monetary Union of West Africa Optimal Monetary Zones Convergence Criteria
Ano:2000
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A problemática da integração monetária tem ganho nos últimos tempos um grande impulso não só em termos da elaboração teórica, mas também em termos de experimentação prática, onde podemos destacar a União Europeia como um exemplo paradigmático. Em África assim como um pouco por toda a parte, temos vindo a assistir de forma cada vez mais crescente, a formação de blocos económicos regionais. A teoria da integração monetária é recente e encontra a sua origem no debate em torno das vantagens e inconvenientes da adopção de um determinado regime cambial. Neste âmbito Mundell teria dado um contributo fundamental com a teoria das zonas monetárias óptimas, e vários outros contributos se lhe seguiram. Integração monetária no sentido da moeda única tem custos e benefícios, sendo aqueles de natureza macro-económica e estes de natureza microeconomia. A União Económica e monetária Oeste Africana(UEMOA), encontra a sua origem no sistema monetário franco africano que remota dos finais dos anos trinta, e foi precedida da União Monetária Oeste Africana(UM0A). Apesar de terem assistido um longo período de estabilidade monetária, e de terem apresentado um bom performance económico em relação aos países da zona extra união, os Estados membros da UEMOA continuam a ter inúmeras dificuldades em matéria do desenvolvimento económico. E em termos da teoria da integração monetária, ainda há um longo caminho a percorrer até a UEMOA se constituir numa zona monetária óptima. A Guiné-Bissau adere a União, numa altura em que se vinha assistir alguma recuperação de uma profunda crise económica e monetária. Embora a adesão vai obrigar as autoridades guineenses à um maior rigor na condução da política económica, é verdade que o país não se preparou devidamente para tirar devidos proveitos de uma união económica e monetária.