Publicação
A neuro-inflamação na esclerose múltipla
| Resumo: | A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença crónica, inflamatória, desmielinizante e degenerativa que afecta principalmente o Sistema Nervoso Central (SNC). É uma doença de patogénese complexa que afecta na maioria jovens adultos entre os 20 e os 40 anos de idade com maior incidência para o sexo feminino. Considera-se que a EM é o resultado da junção de uma predisposição genética e um agente ambiental desconhecido, que actua numa pessoa com determinadas características, conduzindo a uma série de alterações na resposta imunológica, causando uma resposta inflamatória típica. A inflamação, apesar de não ser o único mecanismo presente na EM é a principal causa da desmielinização e da lesão axonal. As respostas celulares e humorais do sistema imunológico adaptativo, assim como o sistema imunológico inato participam de forma activa no processo patogénico da doença. Clinicamente estão descritos quatro tipos de EM: recidivante remitente (EMRR), progressiva secundária (EMPS), progressiva primária (EMPP) e progressiva recidivante (EMPR), sendo a EMRR o fenótipo clínico mais comum. As opções terapêuticas para a EM têm evoluído ao longo da última década. Iniciou-se com a utilização de um grupo restrito de imunossupressores, passando pelos imunomoduladores, até à actual situação caracterizada pela existência de uma grande variedade de diferentes terapêuticas orais e anticorpos monoclonais. Actualmente a EM permanece como uma doença incurável, contudo inúmeros ensaios clínicos têm vindo a ser realizados no sentido de procurar a melhor terapêutica para cada doente de forma a melhorar a sua qualidade de vida. |
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| Autores principais: | Costa, Filipa Alexandra Jacob |
| Assunto: | Esclerose múltipla Inflamação Neuro-degeneração Imunossupressores Imunomoduladores Terapêutica Mestrado Integrado - 2014 |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença crónica, inflamatória, desmielinizante e degenerativa que afecta principalmente o Sistema Nervoso Central (SNC). É uma doença de patogénese complexa que afecta na maioria jovens adultos entre os 20 e os 40 anos de idade com maior incidência para o sexo feminino. Considera-se que a EM é o resultado da junção de uma predisposição genética e um agente ambiental desconhecido, que actua numa pessoa com determinadas características, conduzindo a uma série de alterações na resposta imunológica, causando uma resposta inflamatória típica. A inflamação, apesar de não ser o único mecanismo presente na EM é a principal causa da desmielinização e da lesão axonal. As respostas celulares e humorais do sistema imunológico adaptativo, assim como o sistema imunológico inato participam de forma activa no processo patogénico da doença. Clinicamente estão descritos quatro tipos de EM: recidivante remitente (EMRR), progressiva secundária (EMPS), progressiva primária (EMPP) e progressiva recidivante (EMPR), sendo a EMRR o fenótipo clínico mais comum. As opções terapêuticas para a EM têm evoluído ao longo da última década. Iniciou-se com a utilização de um grupo restrito de imunossupressores, passando pelos imunomoduladores, até à actual situação caracterizada pela existência de uma grande variedade de diferentes terapêuticas orais e anticorpos monoclonais. Actualmente a EM permanece como uma doença incurável, contudo inúmeros ensaios clínicos têm vindo a ser realizados no sentido de procurar a melhor terapêutica para cada doente de forma a melhorar a sua qualidade de vida. |
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