Publicação
Risco sísmico no Algarve: implicações devidas à avaliação da perigosidade sísmica
| Resumo: | Ao longo dos últimos séculos, a região do Algarve foi vitimada por diversos sismos que trouxeram avultados prejuízos materiais e elevadas perdas humanas. Os sismos são frequentemente vistos como desastres naturais inevitáveis. No entanto, estes deveriam ser considerados fenómenos naturais, cujos efeitos adversos podem ser minimizados caso se proceda a uma gestão efetiva do risco sísmico. O risco sísmico define-se pela conjugação de três fatores: a perigosidade, a exposição e a vulnerabilidade. Em estudos probabilísticos para avaliação da perigosidade sísmica e, posteriormente, do risco sísmico, são estabelecidas zonas sismogénicas – regiões que partilham as mesmas características sismológicas, tectónicas e geológicas – caracterizadas por uma relação entre a frequência com que aí ocorrem os sismos e as respetivas magnitudes, num dado período de tempo. No seio da comunidade científica encontram-se propostos três modelos distintos de zonas sismogénicas para Portugal continental: o primeiro resultou da elaboração dos Anexos Nacionais do Eurocódigo 8 (EC8), adaptado de estudos prévios realizados em 1996, o segundo surgiu no âmbito do projeto Estudo do Risco Sísmico e de Tsunamis do Algarve (ERSTA) e o terceiro resultou de um projeto europeu, que decorria em simultâneo com o projeto ERSTA, Seismic Hazard Harmonization in Europe (SHARE). Estas diferentes propostas deram origem a diferentes mapas de perigosidade sísmica para Portugal continental. As diferenças encontradas, principalmente para a região sul de Portugal, inquietaram a comunidade científica, o que motivou um apelo da mesma a uma maior e mais dedicada investigação. É neste âmbito que surge este trabalho, que tem como objetivo compreender as diferenças observadas nos mapas de perigosidade sísmica e estudar o seu impacto nas estimativas do risco sísmico para a região sul de Portugal. Consideraram-se os três modelos de zonas sismogénicas propostos (perigosidade), o parque habitacional do Algarve (exposição) e as diferentes tipologias construtivas presentes nesta região (fragilidade), de forma a estimar o risco sísmico. Utilizou-se um recente software denominado OpenQuake, para o cálculo da perigosidade sísmica e o Simulador de Cenários Sísmicos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNECLoss) para a avaliação do risco sísmico. |
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| Autores principais: | Oliveira, Liliana Caria |
| Assunto: | Risco sísmico Perigosidade sísmica Vulnerabilidade Exposição Algarve Teses de mestrado - 2017 |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Ao longo dos últimos séculos, a região do Algarve foi vitimada por diversos sismos que trouxeram avultados prejuízos materiais e elevadas perdas humanas. Os sismos são frequentemente vistos como desastres naturais inevitáveis. No entanto, estes deveriam ser considerados fenómenos naturais, cujos efeitos adversos podem ser minimizados caso se proceda a uma gestão efetiva do risco sísmico. O risco sísmico define-se pela conjugação de três fatores: a perigosidade, a exposição e a vulnerabilidade. Em estudos probabilísticos para avaliação da perigosidade sísmica e, posteriormente, do risco sísmico, são estabelecidas zonas sismogénicas – regiões que partilham as mesmas características sismológicas, tectónicas e geológicas – caracterizadas por uma relação entre a frequência com que aí ocorrem os sismos e as respetivas magnitudes, num dado período de tempo. No seio da comunidade científica encontram-se propostos três modelos distintos de zonas sismogénicas para Portugal continental: o primeiro resultou da elaboração dos Anexos Nacionais do Eurocódigo 8 (EC8), adaptado de estudos prévios realizados em 1996, o segundo surgiu no âmbito do projeto Estudo do Risco Sísmico e de Tsunamis do Algarve (ERSTA) e o terceiro resultou de um projeto europeu, que decorria em simultâneo com o projeto ERSTA, Seismic Hazard Harmonization in Europe (SHARE). Estas diferentes propostas deram origem a diferentes mapas de perigosidade sísmica para Portugal continental. As diferenças encontradas, principalmente para a região sul de Portugal, inquietaram a comunidade científica, o que motivou um apelo da mesma a uma maior e mais dedicada investigação. É neste âmbito que surge este trabalho, que tem como objetivo compreender as diferenças observadas nos mapas de perigosidade sísmica e estudar o seu impacto nas estimativas do risco sísmico para a região sul de Portugal. Consideraram-se os três modelos de zonas sismogénicas propostos (perigosidade), o parque habitacional do Algarve (exposição) e as diferentes tipologias construtivas presentes nesta região (fragilidade), de forma a estimar o risco sísmico. Utilizou-se um recente software denominado OpenQuake, para o cálculo da perigosidade sísmica e o Simulador de Cenários Sísmicos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNECLoss) para a avaliação do risco sísmico. |
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