Publicação
Educar é amar, aprender é disfrutar : benefícios da acção parental no desenvolvimento da aprendizagem auto-regulada nos alunos
| Resumo: | Baseando-nos em dois pilares, a aprendizagem auto-regulada e a acção parental, a temática do presente trabalho centra-se na verificação da relação que exiitirá entre o nível de auto-regulação dos alunos e a percepção que eles têm dos seus pais serem auto-regulados quotidianamente, tendo como referente as fases do processo de auto-regulação: as fases prévia, de execução/monitorização e de auto-avaliação (Zimmerman, 2000) e as actividades parentais que induzem comportamentos académicos auto-regulados nos alunos, como modelação, encorajamento, facilitação e reforço (Martinez-Sons, 1996). Pressupomos que os pais têm um papel preponderante no processo de estudo e de aprendizagem dos filhos, cujas acções levam-nos a desenvolver competências académicas como estabelecimento de objectivos, motivação para aprender, utilização e ajustamento de estratégias e auto-reflexão. O estudo é qualitativo, existindo duas etapas distintas. Na primeira é contemplada uma turma de nono ano de escolaridade, de 28 alunos, 13 rapazes e 14 raparigas, com idades compreendidas entre 13 e 18 anos, (média de idades global =14,7). Estes alunos responderam ao Questionário de Auto-Regulação Parental Percebida (Rosário, 2001), que contém 24 itens referentes às quatro actividades parentais referidas e a quatro processos de auto-regulação dos alunos. Contemplaram-se também as avaliações quantitativas e qualitativas dadas pelos professores, no fim do primeiro período lectivo, considerando essencialmente parâmetros como autonomia, sociabilidade e empenhamento dos alunos. Estes procedimentos, juntamente com os critérios referentes à idade do aluno e ao agregado familiar, serviram para seleccionarmos os casos a prosseguirem no estudo. Na segunda etapa realizaram-se entrevistas semi-directivas, cujos temas abrangeram a auto-regulação da aprendizagem do aluno, a acção parental, a transferência de competências académicas para outros contextos e uma reflexão sobre o questionário utilizado. Os dados obtidos não são totalmente consonantes com as questões colocadas inicialmente, podendo-se, no entanto, inferir que a acção parental face ao estudo e à escola beneficia as atitudes e os comportamentos académicos dos alunos, não prevendo, contudo, os resultados escolares. As contribuições do trabalho vão no sentido de se aprofundar conhecimentos na área educacional, promovendo alunos mais auto-regulados, portanto, mais autónomos e participantes no seu processo de aprendizagem. |
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| Autores principais: | Sousa, Ana Paula de Jesus Mateus Pombo de, 1966- |
| Assunto: | Teses de mestrado - 2005 Aprendizagem Influência parental Auto-regulação Envolvimento parental - escola |
| Ano: | 2005 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Baseando-nos em dois pilares, a aprendizagem auto-regulada e a acção parental, a temática do presente trabalho centra-se na verificação da relação que exiitirá entre o nível de auto-regulação dos alunos e a percepção que eles têm dos seus pais serem auto-regulados quotidianamente, tendo como referente as fases do processo de auto-regulação: as fases prévia, de execução/monitorização e de auto-avaliação (Zimmerman, 2000) e as actividades parentais que induzem comportamentos académicos auto-regulados nos alunos, como modelação, encorajamento, facilitação e reforço (Martinez-Sons, 1996). Pressupomos que os pais têm um papel preponderante no processo de estudo e de aprendizagem dos filhos, cujas acções levam-nos a desenvolver competências académicas como estabelecimento de objectivos, motivação para aprender, utilização e ajustamento de estratégias e auto-reflexão. O estudo é qualitativo, existindo duas etapas distintas. Na primeira é contemplada uma turma de nono ano de escolaridade, de 28 alunos, 13 rapazes e 14 raparigas, com idades compreendidas entre 13 e 18 anos, (média de idades global =14,7). Estes alunos responderam ao Questionário de Auto-Regulação Parental Percebida (Rosário, 2001), que contém 24 itens referentes às quatro actividades parentais referidas e a quatro processos de auto-regulação dos alunos. Contemplaram-se também as avaliações quantitativas e qualitativas dadas pelos professores, no fim do primeiro período lectivo, considerando essencialmente parâmetros como autonomia, sociabilidade e empenhamento dos alunos. Estes procedimentos, juntamente com os critérios referentes à idade do aluno e ao agregado familiar, serviram para seleccionarmos os casos a prosseguirem no estudo. Na segunda etapa realizaram-se entrevistas semi-directivas, cujos temas abrangeram a auto-regulação da aprendizagem do aluno, a acção parental, a transferência de competências académicas para outros contextos e uma reflexão sobre o questionário utilizado. Os dados obtidos não são totalmente consonantes com as questões colocadas inicialmente, podendo-se, no entanto, inferir que a acção parental face ao estudo e à escola beneficia as atitudes e os comportamentos académicos dos alunos, não prevendo, contudo, os resultados escolares. As contribuições do trabalho vão no sentido de se aprofundar conhecimentos na área educacional, promovendo alunos mais auto-regulados, portanto, mais autónomos e participantes no seu processo de aprendizagem. |
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