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Infertilidade feminina : diagnóstico e terapêutica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A infertilidade feminina é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) um problema de saúde pública. A prevalência de infertilidade nos países Europeus é cerca de 14%, afetando um em cada sete casais. Os tratamentos disponíveis e a sua efetividade têm repercussões significativas nos casais, deste modo o objetivo desta revisão consiste na identificação dos meios de diagnóstico e abordagens terapêuticas disponíveis, bem como das perspetivas futuras que permitem aumentar a comodidade, flexibilidade e efetividade dos tratamentos atuais. A pesquisa foi efetuada entre Março e Setembro de 2013, através de bases de dados eletrónicas: PubMED, B-on, Elsevier, e adicionalmente através de guidelines publicadas pelo “National Institute for Health and Care Excellence” (NICE), e pelas Sociedades de Medicina Reprodutiva Europeia (ESHRE) e Americana (ARSM). A abordagem terapêutica na infertilidade pode ser dividida em três grupos: Farmacológica, Cirúrgica e Tecnologias de Reprodução Assistida. De modo a aumentar a comodidade e flexibilidade relativamente à terapêutica farmacológica atual, tem sido objeto de investigação o desenvolvimento de fármacos com biodisponibilidade oral. O citrato de clomifeno (CC) foi durante muito tempo o único fármaco administrado por via oral, no entanto devido à existência de casos de resistência, os inibidores da aromatase (IA) passaram a constituir uma alternativa. Encontram-se também em estudo moléculas de baixo peso molecular, com biodisponibilidade oral e propriedades agonistas dos recetores da FSH e LH, como alternativa às gonadotrofinas injetáveis. Atualmente, o CC permanece como terapêutica de primeira linha, são necessários mais estudos de eficácia e segurança na avaliação dos IA e mais estudos no desenvolvimento dos agonistas dos FSHr e LHr. As ART não são consideradas primeira linha, dada a existência de métodos menos invasivos.
Autores principais:Neves, Catarina Flávia Antunes das
Assunto:Anovulação Gonadotrofinas Indução ovulação Infertilidade feminina Letrozol Tecnologias reprodução assistida Mestrado Integrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A infertilidade feminina é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) um problema de saúde pública. A prevalência de infertilidade nos países Europeus é cerca de 14%, afetando um em cada sete casais. Os tratamentos disponíveis e a sua efetividade têm repercussões significativas nos casais, deste modo o objetivo desta revisão consiste na identificação dos meios de diagnóstico e abordagens terapêuticas disponíveis, bem como das perspetivas futuras que permitem aumentar a comodidade, flexibilidade e efetividade dos tratamentos atuais. A pesquisa foi efetuada entre Março e Setembro de 2013, através de bases de dados eletrónicas: PubMED, B-on, Elsevier, e adicionalmente através de guidelines publicadas pelo “National Institute for Health and Care Excellence” (NICE), e pelas Sociedades de Medicina Reprodutiva Europeia (ESHRE) e Americana (ARSM). A abordagem terapêutica na infertilidade pode ser dividida em três grupos: Farmacológica, Cirúrgica e Tecnologias de Reprodução Assistida. De modo a aumentar a comodidade e flexibilidade relativamente à terapêutica farmacológica atual, tem sido objeto de investigação o desenvolvimento de fármacos com biodisponibilidade oral. O citrato de clomifeno (CC) foi durante muito tempo o único fármaco administrado por via oral, no entanto devido à existência de casos de resistência, os inibidores da aromatase (IA) passaram a constituir uma alternativa. Encontram-se também em estudo moléculas de baixo peso molecular, com biodisponibilidade oral e propriedades agonistas dos recetores da FSH e LH, como alternativa às gonadotrofinas injetáveis. Atualmente, o CC permanece como terapêutica de primeira linha, são necessários mais estudos de eficácia e segurança na avaliação dos IA e mais estudos no desenvolvimento dos agonistas dos FSHr e LHr. As ART não são consideradas primeira linha, dada a existência de métodos menos invasivos.