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Malformações da cóclea

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A perda auditiva é uma deficiência importante no nosso país e no resto do mundo. O diagnóstico precoce é muito importante, pois o seu atraso pode afetar o desenvolvimento da linguagem, articulação verbal, as habilidades académicas e o desenvolvimento social e emocional. As malformações do ouvido interno correspondem a cerca de 20% dos casos de perda auditiva neurossensorial congénita. As malformações congénitas resultam de erros durante a embriogénese ou de eventos intrauterinos que afetam o crescimento normal do embrião. Quanto mais complexa for a estrutura, maior a probabilidade de sofrer uma malformação. Assim o estudo da origem das estruturas que formam o aparelho auditivo, tem uma importância fundamental para o diagnóstico clínico. Através de um melhor conhecimento da malformação do ouvido, o diagnóstico clínico torna-se mais preciso, nomeadamente em relação ao período em que o desenvolvimento foi interrompido, qual o mecanismo fisiopatológico, que outros órgãos poderão ter sido afetados, qual o prognóstico da situação e quais as implicações para o aconselhamento genético. O implante coclear continua a ser a melhor opção terapêutica, melhorando a capacidade auditiva e a capacidade de fala na maioria dos doentes. Com o desenvolvimento destes implantes torna-se cada vez mais importante o estudo imagiológico para a seleção das indicações cirúrgicas, a escolha do tipo e implante, o planeamento da cirurgia, e a prevenção e identificação de potenciais complicações cirúrgicas. Desta forma, a tomografia computorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) desempenham um papel crucial na avaliação pré-cirúrgica das malformações do ouvido interno. Existem várias classificações das malformações do ouvido interno, por este motivo é importante ter uma classificação universal que permita a partilha de conhecimentos na comunidade científica.
Autores principais:Rodrigues, Sara Cristina da Silva
Assunto:Malformações do ouvido interno Classificação Diagnóstico Implante coclear Cóclea Otorrinolaringologia
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A perda auditiva é uma deficiência importante no nosso país e no resto do mundo. O diagnóstico precoce é muito importante, pois o seu atraso pode afetar o desenvolvimento da linguagem, articulação verbal, as habilidades académicas e o desenvolvimento social e emocional. As malformações do ouvido interno correspondem a cerca de 20% dos casos de perda auditiva neurossensorial congénita. As malformações congénitas resultam de erros durante a embriogénese ou de eventos intrauterinos que afetam o crescimento normal do embrião. Quanto mais complexa for a estrutura, maior a probabilidade de sofrer uma malformação. Assim o estudo da origem das estruturas que formam o aparelho auditivo, tem uma importância fundamental para o diagnóstico clínico. Através de um melhor conhecimento da malformação do ouvido, o diagnóstico clínico torna-se mais preciso, nomeadamente em relação ao período em que o desenvolvimento foi interrompido, qual o mecanismo fisiopatológico, que outros órgãos poderão ter sido afetados, qual o prognóstico da situação e quais as implicações para o aconselhamento genético. O implante coclear continua a ser a melhor opção terapêutica, melhorando a capacidade auditiva e a capacidade de fala na maioria dos doentes. Com o desenvolvimento destes implantes torna-se cada vez mais importante o estudo imagiológico para a seleção das indicações cirúrgicas, a escolha do tipo e implante, o planeamento da cirurgia, e a prevenção e identificação de potenciais complicações cirúrgicas. Desta forma, a tomografia computorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) desempenham um papel crucial na avaliação pré-cirúrgica das malformações do ouvido interno. Existem várias classificações das malformações do ouvido interno, por este motivo é importante ter uma classificação universal que permita a partilha de conhecimentos na comunidade científica.