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Direitos iguais, vidas desiguais : as atitudes dos portugueses sobre a desigualdade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente capítulo analisa as atitudes dos inquiridos perante a desigualdade e as suas opiniões sobre aqueles que são comummente tidos como os direitos mais importantes na redução da mesma: o direito à saúde, o direito à educação, o direito à segurança social e o direito à habitação. Estas opiniões foram apuradas através de um inquérito por questionário aplicado em Julho de 2011 e devem ser entendidas à luz deste contexto específico. Decorridos sensivelmente três anos sobre o despoletar da crise financeira de 2008, estávamos, à altura da aplicação do inquérito, no epicentro de uma das maiores crises económicas do Portugal democrático. Uma crise cujas repercussões políticas e sociais eram, já então, percebidas como sendo de monta. A sucessão de eventos fala por si. Em Junho de 2011 realizaram-se eleições legislativas antecipadas, nas quais o Partido Social-Democrata se sagrou vencedor, com 38,7% dos votos. Meses antes, a 6 de Abril, o governo socialista, liderado por José Sócrates, solicitara a intervenção da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), a chamada troika, para assegurar o resgate financeiro do país, fazendo-o com o apoio dos dois partidos do centro-direita que viriam em breve a integrar a coligação governamental – PSD e CDS-PP.
Autores principais:Silva, Filipe Carreira da
Outros Autores:Vieira, Mónica Brito; Cabaço, Susana
Assunto:Democracia Desigualdade social Direitos sociais
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente capítulo analisa as atitudes dos inquiridos perante a desigualdade e as suas opiniões sobre aqueles que são comummente tidos como os direitos mais importantes na redução da mesma: o direito à saúde, o direito à educação, o direito à segurança social e o direito à habitação. Estas opiniões foram apuradas através de um inquérito por questionário aplicado em Julho de 2011 e devem ser entendidas à luz deste contexto específico. Decorridos sensivelmente três anos sobre o despoletar da crise financeira de 2008, estávamos, à altura da aplicação do inquérito, no epicentro de uma das maiores crises económicas do Portugal democrático. Uma crise cujas repercussões políticas e sociais eram, já então, percebidas como sendo de monta. A sucessão de eventos fala por si. Em Junho de 2011 realizaram-se eleições legislativas antecipadas, nas quais o Partido Social-Democrata se sagrou vencedor, com 38,7% dos votos. Meses antes, a 6 de Abril, o governo socialista, liderado por José Sócrates, solicitara a intervenção da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), a chamada troika, para assegurar o resgate financeiro do país, fazendo-o com o apoio dos dois partidos do centro-direita que viriam em breve a integrar a coligação governamental – PSD e CDS-PP.