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Geografia e colonialismo português no equador: o relatório da primeira campanha de estudo de Francisco Tenreiro em São Tomé (1956) e o seu contexto institucional e político

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O arquivo do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa guarda um exemplar do Relatório da primeira campanha de estudo que Francisco Tenreiro realizou na ilha de São Tomé em 1956, tendo em vista a preparação da tese de doutoramento que defenderia cerca cinco anos depois, intitulada A Ilha de São Tomé: estudo geográfico, e que veio a constituir um marco na produção da chamada «Escola de Geografia» de Lisboa. Trataremos aqui de analisar este documento inédito e de o cruzar com outro material de arquivo, de modo a extrair resultados sobre três tópicos principais: (1) os princípios metodológicos e as condições técnicas que enquadraram a realização do trabalho de campo em causa; (2) a articulação entre este exemplo de trabalho de campo geográfico em terreno tropical e os desígnios de «ocupação científica do ultramar» preconizados pelo regime do Estado Novo português em contexto de colonialismo tardio; (3) a reconstituição dos principais círculos de afinidade pessoal e científica – designadamente agentes e instituições de cooperação científica nacional e internacional – que materializaram as circunstâncias que enquadraram a elaboração deste Relatório e, em boa medida também, o corpo principal da obra geográfica de Tenreiro.
Autores principais:Oliveira, Francisco Roque de
Assunto:Francisco Tenreiro Ilha de São Tomé Geografia tropical Colonialismo português tardio
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O arquivo do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa guarda um exemplar do Relatório da primeira campanha de estudo que Francisco Tenreiro realizou na ilha de São Tomé em 1956, tendo em vista a preparação da tese de doutoramento que defenderia cerca cinco anos depois, intitulada A Ilha de São Tomé: estudo geográfico, e que veio a constituir um marco na produção da chamada «Escola de Geografia» de Lisboa. Trataremos aqui de analisar este documento inédito e de o cruzar com outro material de arquivo, de modo a extrair resultados sobre três tópicos principais: (1) os princípios metodológicos e as condições técnicas que enquadraram a realização do trabalho de campo em causa; (2) a articulação entre este exemplo de trabalho de campo geográfico em terreno tropical e os desígnios de «ocupação científica do ultramar» preconizados pelo regime do Estado Novo português em contexto de colonialismo tardio; (3) a reconstituição dos principais círculos de afinidade pessoal e científica – designadamente agentes e instituições de cooperação científica nacional e internacional – que materializaram as circunstâncias que enquadraram a elaboração deste Relatório e, em boa medida também, o corpo principal da obra geográfica de Tenreiro.