Publicação
Analysis of the cooperative action of PRC1 and centralspindlin, the two microtubule bundling factors critical for cytokinesis by advanced live cell imaging
| Resumo: | Citocinése em células animais requer um complexo jogo entre o fuso central pós-metafásico e uma série de proteínas regulatórias e moduladoras da dinâmica microtubular (Douglas and Mishima, 2010). Dois factores essenciais para a formação desta estrutura são a proteína PRC1, capaz de agregar microtúbulos, e o complexo centralspindlin (Jiang et al. 1998; Mishima et al. 2002) – um complexo heterotetramérico composto por duas subunidades diméricas: a proteína motora MKLP1 e a RhoGAP (Rho-family GTPase-activating protein) HsCYK-4. Neste trabalho, exploro como estes factores cooperam e qual a relevância da sua interacão para a divisão celular. Versões nativas ou mutadas de HsCYK-4, fundidas com GFP, foram empregadas para estudar a localização desta proteína e para determinar qual a influência da região C-terminal de HsCYK-4 (a região responsável pela interação com a proteína PRC1; Lee and Mishima, unpublished) na divisão celular. Determinou-se que a acumulação do complexo centralspindlin ocorre em duas fases distintas: 1) uma acumulação pré-ingressão da membrana celular, dependente da região C-terminal de HsCYK-4 e 2) uma acumulação pós-ingressão. Quando a primeira fase foi inibida, via ablação da região Cterminal, observou-se um aumento da proporção de células que falhavam a divisão. Isto ocorria devido a uma falha precoce durante o elongamento celular, ou devido a uma falha tardia devida a perda de integridade do corpo médio. Determinou-se que isto, pelo menos em parte, é causado pela formação de fusos centrais anormais com uma organização microtubular comprometida. Também nestas células foi observado que, apesar do complexo centralspindlin e da proteína PRC1 terem mecanismos de recrutamento independentes, a manutenção da sua localização requer a região de interação no C-terminus de HsCYK-4. Este trabalho dá relevância à interação entre centralspindlin e PRC1, tanto para a sua estável localização como para a manutenção da rigidez do fuso central e do corpo médio durante a divisão celular. |
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| Autores principais: | Correia, Guilherme Pereira, 1988- |
| Assunto: | Divisão celular Biologia molecular Teses de mestrado - 2012 |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Citocinése em células animais requer um complexo jogo entre o fuso central pós-metafásico e uma série de proteínas regulatórias e moduladoras da dinâmica microtubular (Douglas and Mishima, 2010). Dois factores essenciais para a formação desta estrutura são a proteína PRC1, capaz de agregar microtúbulos, e o complexo centralspindlin (Jiang et al. 1998; Mishima et al. 2002) – um complexo heterotetramérico composto por duas subunidades diméricas: a proteína motora MKLP1 e a RhoGAP (Rho-family GTPase-activating protein) HsCYK-4. Neste trabalho, exploro como estes factores cooperam e qual a relevância da sua interacão para a divisão celular. Versões nativas ou mutadas de HsCYK-4, fundidas com GFP, foram empregadas para estudar a localização desta proteína e para determinar qual a influência da região C-terminal de HsCYK-4 (a região responsável pela interação com a proteína PRC1; Lee and Mishima, unpublished) na divisão celular. Determinou-se que a acumulação do complexo centralspindlin ocorre em duas fases distintas: 1) uma acumulação pré-ingressão da membrana celular, dependente da região C-terminal de HsCYK-4 e 2) uma acumulação pós-ingressão. Quando a primeira fase foi inibida, via ablação da região Cterminal, observou-se um aumento da proporção de células que falhavam a divisão. Isto ocorria devido a uma falha precoce durante o elongamento celular, ou devido a uma falha tardia devida a perda de integridade do corpo médio. Determinou-se que isto, pelo menos em parte, é causado pela formação de fusos centrais anormais com uma organização microtubular comprometida. Também nestas células foi observado que, apesar do complexo centralspindlin e da proteína PRC1 terem mecanismos de recrutamento independentes, a manutenção da sua localização requer a região de interação no C-terminus de HsCYK-4. Este trabalho dá relevância à interação entre centralspindlin e PRC1, tanto para a sua estável localização como para a manutenção da rigidez do fuso central e do corpo médio durante a divisão celular. |
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