Publicação
Formas farmacêuticas inovadoras em pediatria
| Resumo: | A escassez de formas farmacêuticas ou doses adaptadas à população pediátrica é uma situação comum na prática clínica que na maioria das vezes leva à utilização off-label de medicamentos aprovados para o adulto. No entanto, esta utilização pode ter vários riscos e originar reações adversas, devido às diferenças farmacocinéticas entre estas populações e às diferenças interindividuais dentro de cada subpopulação pediátrica. A formulação individualizada pode ser a solução para a falta de especificidade das formulações nesta população, e a impressão 3D a tecnologia utilizada para a personalização das formas farmacêuticas às necessidades do doente. Assim, o objetivo desta pesquisa foi estudar excipientes alimentares seguros para crianças na faixa dos 2 aos 12 anos, e imprimíveis pela técnica de extrusão de semissólidos, a mais utilizada para esta aplicação. Para isso, a pesquisa inicial foi focada numa revisão de literatura de excipientes utilizados na impressão de alimentos através da técnica referida, destacando os polímeros hidrofílicos, imprescindíveis para garantir boas condições de impressão às formulações. Entre estes excipientes, foram posteriormente destacados alguns já testados para a impressão de medicamentos, na qual desempenham um papel determinante. Considerando a informação apresentada sobre os excipientes, é importante salientar as várias limitações, nomeadamente a falta de estudos que garantam a segurança da sua utilização na população pediátrica, e a eficiência dos parâmetros de impressão indicados, já que estes vão depender de fatores como os restantes excipientes presentes na formulação, o perfil de libertação do fármaco e o design da estrutura final. Ainda assim, esta pesquisa pode ser útil para auxiliar na escolha dos excipientes e dos parâmetros mais viáveis para a impressão de uma formulação individualizada pediátrica com boas características. Assim, de forma a colmatar a escassez de medicamentos seguros para utilização na população pediátrica, este estudo pretende ser um incentivo para a implementação da formulação individualizada em pediatria na farmácia hospitalar, utilizando para isso novas tecnologias como a impressão 3D. |
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| Autores principais: | Ganchinho, Maria João Gabriel Pica Condeça |
| Assunto: | Pediatria Formulação individualizada Impressão 3D Excipientes alimentares Polímeros hidrofílicos Mestrado Integrado - 2023 |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A escassez de formas farmacêuticas ou doses adaptadas à população pediátrica é uma situação comum na prática clínica que na maioria das vezes leva à utilização off-label de medicamentos aprovados para o adulto. No entanto, esta utilização pode ter vários riscos e originar reações adversas, devido às diferenças farmacocinéticas entre estas populações e às diferenças interindividuais dentro de cada subpopulação pediátrica. A formulação individualizada pode ser a solução para a falta de especificidade das formulações nesta população, e a impressão 3D a tecnologia utilizada para a personalização das formas farmacêuticas às necessidades do doente. Assim, o objetivo desta pesquisa foi estudar excipientes alimentares seguros para crianças na faixa dos 2 aos 12 anos, e imprimíveis pela técnica de extrusão de semissólidos, a mais utilizada para esta aplicação. Para isso, a pesquisa inicial foi focada numa revisão de literatura de excipientes utilizados na impressão de alimentos através da técnica referida, destacando os polímeros hidrofílicos, imprescindíveis para garantir boas condições de impressão às formulações. Entre estes excipientes, foram posteriormente destacados alguns já testados para a impressão de medicamentos, na qual desempenham um papel determinante. Considerando a informação apresentada sobre os excipientes, é importante salientar as várias limitações, nomeadamente a falta de estudos que garantam a segurança da sua utilização na população pediátrica, e a eficiência dos parâmetros de impressão indicados, já que estes vão depender de fatores como os restantes excipientes presentes na formulação, o perfil de libertação do fármaco e o design da estrutura final. Ainda assim, esta pesquisa pode ser útil para auxiliar na escolha dos excipientes e dos parâmetros mais viáveis para a impressão de uma formulação individualizada pediátrica com boas características. Assim, de forma a colmatar a escassez de medicamentos seguros para utilização na população pediátrica, este estudo pretende ser um incentivo para a implementação da formulação individualizada em pediatria na farmácia hospitalar, utilizando para isso novas tecnologias como a impressão 3D. |
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