Publicação
Dinâmica e Determinantes do Emprego dos Jovens em Portugal
| Resumo: | A presente investigação tem por objectivo caracterizar o emprego jovem em Portugal nos anos recentes e contribuir para o conhecimento dos factores explicativos da admissão de jovens por parte das empresas. A análise empírica é baseada numa microbase de dados (Quadros de Pessoal, MTSS-GEP), que conjuga a informação de empresas e trabalhadores. A informação refere-se principalmente ao ano de 2007 e são analisados quer os trabalhadores (N=3.224.034 dos quais 418.973 com idade entre os 16 e os 25 anos) quer as empresas (N=354.863). É efectuada uma análise descritiva e de variância por grupos de trabalhadores conforme o grupo etário tendo-se concluído que o emprego jovem apresenta em relação ao adulto, um nível salarial inferior, um nível de educação mais elevado, além de um menor tempo de trabalho. Também as empresas são analisadas em relação às características associadas a maior empregabilidade dos jovens. O emprego jovem concentra-se na região Norte de Portugal e em empresas dos sectores do Comércio, Reparação de Veículos e Indústrias Transformadoras. Para explicar a empregabilidade dos jovens nas empresas são estimados dois tipos de modelos: lineares e probit. Nos modelos lineares a variável dependente é a percentagem de jovens trabalhadores no conjunto dos trabalhadores da empresa. Nos modelos probit a variável dependente é a probabilidade de uma empresa empregar ou não jovens. Os resultados mostram que a empregabilidade jovem não aumenta com o nível de educação, mas é antes explicada, entre outros factores, pela percentagem de praticantes e aprendizes e a percentagem de contratos sem termo. A associação da empregabilidade jovem com a flexibilidade numérica e flexibilidade financeira das empresas é encontrada. |
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| Autores principais: | Madeira, João Cláudio Rosa |
| Assunto: | Emprego jovem Mercado de trabalho Quadros de Pessoal Tempo parcial Flexibilidade Portugal Youth and Employment Labor Market Linked Employer-Employee Data (LEED |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A presente investigação tem por objectivo caracterizar o emprego jovem em Portugal nos anos recentes e contribuir para o conhecimento dos factores explicativos da admissão de jovens por parte das empresas. A análise empírica é baseada numa microbase de dados (Quadros de Pessoal, MTSS-GEP), que conjuga a informação de empresas e trabalhadores. A informação refere-se principalmente ao ano de 2007 e são analisados quer os trabalhadores (N=3.224.034 dos quais 418.973 com idade entre os 16 e os 25 anos) quer as empresas (N=354.863). É efectuada uma análise descritiva e de variância por grupos de trabalhadores conforme o grupo etário tendo-se concluído que o emprego jovem apresenta em relação ao adulto, um nível salarial inferior, um nível de educação mais elevado, além de um menor tempo de trabalho. Também as empresas são analisadas em relação às características associadas a maior empregabilidade dos jovens. O emprego jovem concentra-se na região Norte de Portugal e em empresas dos sectores do Comércio, Reparação de Veículos e Indústrias Transformadoras. Para explicar a empregabilidade dos jovens nas empresas são estimados dois tipos de modelos: lineares e probit. Nos modelos lineares a variável dependente é a percentagem de jovens trabalhadores no conjunto dos trabalhadores da empresa. Nos modelos probit a variável dependente é a probabilidade de uma empresa empregar ou não jovens. Os resultados mostram que a empregabilidade jovem não aumenta com o nível de educação, mas é antes explicada, entre outros factores, pela percentagem de praticantes e aprendizes e a percentagem de contratos sem termo. A associação da empregabilidade jovem com a flexibilidade numérica e flexibilidade financeira das empresas é encontrada. |
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