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Alterações do diâmetro da veia cava caudal nas diferentes fases do ciclo respiratório, como um indicador não invasivo da volémia e correlação com a pressão venosa central

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Resumo:Estimar a volémia é essencial para o tratamento de pacientes críticos. Tradicionalmente, tal foi conseguido através de parâmetros indirectos ou métodos invasivos, como a Pressão Venosa Central (PVC). Recentemente, vários estudos em seres humanos demonstraram que a avaliação cinética das alterações respiratórias da Veia Cava Caudal (VCC) através de Ultrassonografia (US) pode constituir um indicador confiável da volémia, apresentando ainda a vantagem adicional de se correlacionar com a PVC. O objectivo deste estudo foi avaliar se a mesma correlação ocorre em cães normovolémicos, hipervolémicos e hipovolémicos. Todos os procedimentos foram aprovados pelo Comité de Ética da FMV. Quatro cães machos de raça indeterminada, peso vivo 19,3 ± 1,28 kg, 6,5 ± 0,58 anos e em estado hígido baseado no exame físico e exames complementares (análises de sangue, radiografia de tórax, eletrocardiograma, ecocardiograma e teste negativo para dirofilariose). Após a sedação do animal (acepromazina e butorfanol), um cateter venoso central 16 G (Certofix ® DuoSB 715 B|Braun) foi colocado assepticamente na veia jugular e a PVC foi medida com um manómetro de água. A VCC foi avaliada através US em modo M, com uma sonda linear de 7,5 MHz no 11º-12º espaços intercostais, com os animais em decúbito lateral esquerdo, durante a inspiração e expiração, no ponto onde a VCC entra na cavidade torácica e o volume sanguíneo (VS) medido pelo método colorimétrico de azul de Evans. Três tempos experimentais foram estabelecidos: S1 (normovolémia), S2 (hipervolémia induzida com um bolus Tetraspan 60mg/ml B|Braun® 10ml/kg) e S3 (hipovolémia induzida com recolha de 10% do VS). Determinou-se: o diâmetro máximo e mínimo da VCC em corte longitudinal (VCCmax L e VCCmin L) e em corte transversal (VCCmax T e VCCmin T), o índice da VCC (VCCi) CVCi = [(VCCmax-VCCmin) / VCC Max)] x 100 em diversos pontos ao longo do tempo para a correlação com os valores da PVC por meio de regressão linear e correlação de Pearson. As medições da VCC foram realizadas em todos os cães. S1. As Médias e Desvio Padrão obtidas foram (Med±DP): PVC (cmH2O) 3,58±2,67; VCCmaxL 0,94±0,34; VCCminL 0,69±0,3; VCCmaxT 0,87±0,28; VCCminT 0,64±0,2cm VCCi L 27,34±8,9%; VCCi T 29,67±10,0% e VS 86,9±9,5 ml/kg. S2. (Med±DP): PVC 5,66±2,03cmH2O; VCCmaxL 1,49±0,39cm; VCCminL 1,25±0,4; VCCmaxT 1,37±0,37 cm; VCCminT 1,12±0,3; VCCi L 19,26±10,11; VCCi T 20,53±10,76 e VS de 117,7±8,6 ml/kg. S3. (Med±DP): PVC -1,04±1,36 cmH2O; VCCmaxL 0,63±0,24cm; VCCminL 0,39±0,2; VCCmaxT 0,76±0,29 cm; VCCminT 0,49±0,3 VCCi L 40,35±17,02; VCCi T 41,81±15,40 e VS de 82,7±4,1 ml/kg. A VCC correlaciona-se melhor com o VS do que a PVC com o VS.
Autores principais:Monteiro, Carla Alexandra Almeida
Assunto:Veia cava caudal Pressão venosa central Volémia Corante azul de Evans Caudal vena cava Central venous pressure Volemia Evans blue dye
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:trabalho de fim de curso
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Estimar a volémia é essencial para o tratamento de pacientes críticos. Tradicionalmente, tal foi conseguido através de parâmetros indirectos ou métodos invasivos, como a Pressão Venosa Central (PVC). Recentemente, vários estudos em seres humanos demonstraram que a avaliação cinética das alterações respiratórias da Veia Cava Caudal (VCC) através de Ultrassonografia (US) pode constituir um indicador confiável da volémia, apresentando ainda a vantagem adicional de se correlacionar com a PVC. O objectivo deste estudo foi avaliar se a mesma correlação ocorre em cães normovolémicos, hipervolémicos e hipovolémicos. Todos os procedimentos foram aprovados pelo Comité de Ética da FMV. Quatro cães machos de raça indeterminada, peso vivo 19,3 ± 1,28 kg, 6,5 ± 0,58 anos e em estado hígido baseado no exame físico e exames complementares (análises de sangue, radiografia de tórax, eletrocardiograma, ecocardiograma e teste negativo para dirofilariose). Após a sedação do animal (acepromazina e butorfanol), um cateter venoso central 16 G (Certofix ® DuoSB 715 B|Braun) foi colocado assepticamente na veia jugular e a PVC foi medida com um manómetro de água. A VCC foi avaliada através US em modo M, com uma sonda linear de 7,5 MHz no 11º-12º espaços intercostais, com os animais em decúbito lateral esquerdo, durante a inspiração e expiração, no ponto onde a VCC entra na cavidade torácica e o volume sanguíneo (VS) medido pelo método colorimétrico de azul de Evans. Três tempos experimentais foram estabelecidos: S1 (normovolémia), S2 (hipervolémia induzida com um bolus Tetraspan 60mg/ml B|Braun® 10ml/kg) e S3 (hipovolémia induzida com recolha de 10% do VS). Determinou-se: o diâmetro máximo e mínimo da VCC em corte longitudinal (VCCmax L e VCCmin L) e em corte transversal (VCCmax T e VCCmin T), o índice da VCC (VCCi) CVCi = [(VCCmax-VCCmin) / VCC Max)] x 100 em diversos pontos ao longo do tempo para a correlação com os valores da PVC por meio de regressão linear e correlação de Pearson. As medições da VCC foram realizadas em todos os cães. S1. As Médias e Desvio Padrão obtidas foram (Med±DP): PVC (cmH2O) 3,58±2,67; VCCmaxL 0,94±0,34; VCCminL 0,69±0,3; VCCmaxT 0,87±0,28; VCCminT 0,64±0,2cm VCCi L 27,34±8,9%; VCCi T 29,67±10,0% e VS 86,9±9,5 ml/kg. S2. (Med±DP): PVC 5,66±2,03cmH2O; VCCmaxL 1,49±0,39cm; VCCminL 1,25±0,4; VCCmaxT 1,37±0,37 cm; VCCminT 1,12±0,3; VCCi L 19,26±10,11; VCCi T 20,53±10,76 e VS de 117,7±8,6 ml/kg. S3. (Med±DP): PVC -1,04±1,36 cmH2O; VCCmaxL 0,63±0,24cm; VCCminL 0,39±0,2; VCCmaxT 0,76±0,29 cm; VCCminT 0,49±0,3 VCCi L 40,35±17,02; VCCi T 41,81±15,40 e VS de 82,7±4,1 ml/kg. A VCC correlaciona-se melhor com o VS do que a PVC com o VS.