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As amígdalas e o canto
| Summary: | A função das amígdalas ainda é fonte de debate na literatura médica, é considerada como uma das primeiras linhas de defesa no sistema imunitário da via aérea superior, fazendo parte do anel de Waldeyer. Quando a normal função das amígdalas palatinas é prejudicada por infeções de repetição, as amígdalas passam a ser um fator de fragilidade do sistema imunitário e a amigdalectomia costuma ser a solução mais indicada, É muito frequente em idade pediátrica, mas também cada vez mais efetuada em adultos. As amígdalas estão alguns centímetros acima da laringe, onde se localizam as cordas vocais, e desempenham um papel no timbre da voz falada e cantada. Para numerosos cantores que sofrem de amigdalite crónica, ter que lidar com a possibilidade de atuar ou não com amigdalite é fonte de stress, frustração e diminuição da qualidade de vida. Uma vez que a amigdalectomia provoca inequivocamente alterações na orofaringe e aparelho vocal, há que ponderar bem entre a melhoria do estado de saúde geral do cantor e a possibilidade de perder algumas das características da sua voz. Com a amplificação do espaço orofaríngeo e alguma fibrose cicatricial dos músculos faríngeos, para além de uma rinolalia transitória pós-cirurgia, existe um aumento da ressonância, o que pode ser vantajoso para a produção de sons harmónicos. No entanto, existem estudos que demonstram um decréscimo da frequência fundamental, da amplitude vocal (nomeadamente para tons agudos), do jitter e do shimmer. Estas alterações podem ser trabalhadas após a amigdalectomia com a ajuda de professores de canto, de modo a aprender a utilizar o novo aparelho vocal da forma mais vantajosa para o artista, devolvendo-lhe a amplitude e segurança na voz cantada, com menor risco de lesões permanentes. |
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| Main Authors: | Pinto, Inês Isabel Cordeiro Vaz Ferreira |
| Subject: | Amigdalite crónica Amigdalectomia Amigdalectomia em cantores Características da voz após amigdalectomia Recuperação pós-amigdalectomia Otorrinolaringologia |
| Year: | 2020 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade de Lisboa |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Summary: | A função das amígdalas ainda é fonte de debate na literatura médica, é considerada como uma das primeiras linhas de defesa no sistema imunitário da via aérea superior, fazendo parte do anel de Waldeyer. Quando a normal função das amígdalas palatinas é prejudicada por infeções de repetição, as amígdalas passam a ser um fator de fragilidade do sistema imunitário e a amigdalectomia costuma ser a solução mais indicada, É muito frequente em idade pediátrica, mas também cada vez mais efetuada em adultos. As amígdalas estão alguns centímetros acima da laringe, onde se localizam as cordas vocais, e desempenham um papel no timbre da voz falada e cantada. Para numerosos cantores que sofrem de amigdalite crónica, ter que lidar com a possibilidade de atuar ou não com amigdalite é fonte de stress, frustração e diminuição da qualidade de vida. Uma vez que a amigdalectomia provoca inequivocamente alterações na orofaringe e aparelho vocal, há que ponderar bem entre a melhoria do estado de saúde geral do cantor e a possibilidade de perder algumas das características da sua voz. Com a amplificação do espaço orofaríngeo e alguma fibrose cicatricial dos músculos faríngeos, para além de uma rinolalia transitória pós-cirurgia, existe um aumento da ressonância, o que pode ser vantajoso para a produção de sons harmónicos. No entanto, existem estudos que demonstram um decréscimo da frequência fundamental, da amplitude vocal (nomeadamente para tons agudos), do jitter e do shimmer. Estas alterações podem ser trabalhadas após a amigdalectomia com a ajuda de professores de canto, de modo a aprender a utilizar o novo aparelho vocal da forma mais vantajosa para o artista, devolvendo-lhe a amplitude e segurança na voz cantada, com menor risco de lesões permanentes. |
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