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Interacção entre arquitectura de produto e redes de aprovisionamento

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Resumo:A tendência para a divisão e especialização do conhecimento tem conduzido a novas estratégias de organização da interacção entre empresas e das suas cadeias de aprovisionamento. Em particular, a necessidade de aceder, influenciar e integrar conhecimento especializado e disperso tem-se traduzido numa alteração de estratégias de desenvolvimento de produtos. É neste contexto que a arquitectura de produto adquire relevância não apenas como uma estratégia para a sua concepção mas também pelas suas eventuais implicações organizacionais ao nível das empresas e das indústrias (e.g. Langlois, 2002). A este respeito têm existido diferentes perspectivas sobre a existência ou não de um isomorfismo entre a arquitectura ao nível dos produtos e ao nível organizacional. O propósito desta tese é contribuir para este debate, adoptando uma perspectiva relacional das indústrias tendo por base o quadro conceptual da abordagem de redes industriais (e.g. Axelsson e Easton, 1992). No âmbito desta literatura, os produtos, como "network entities", podem ser vistos como uma manifestação da integração de competências dispersas e em evolução envolvendo empresas inseridas em redes dinâmicas de relações. Nessa medida, reconhece-se a possibilidade das decisões sobre a arquitectura de produto poderem ocorrer no contexto de relacionamentos conectados e parcialmente específicos entre actores. Este quadro conceptual é usado para investigar as dimensões de interacção entre arquitecturas de produto e redes de aprovisionamento. Com essa finalidade, adoptou-se uma pesquisa de tipo intensivo, envolvendo a análise de quatro casos de famílias de produto cujas arquitecturas sofreram alterações ao longo do tempo. Os resultados obtidos através da análise, sugerem que as regras de concepção dos produtos não são facilmente transferíveis para a organização das redes de aprovisionamento.
Autores principais:Lourenço, José Mateus Maniés
Assunto:Arquitectura de produto Competências Modularidade Redes de aprovisionamento Redes industriais Product architecture Capabilities Modularity Supply networks Industrial networks
Ano:2007
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A tendência para a divisão e especialização do conhecimento tem conduzido a novas estratégias de organização da interacção entre empresas e das suas cadeias de aprovisionamento. Em particular, a necessidade de aceder, influenciar e integrar conhecimento especializado e disperso tem-se traduzido numa alteração de estratégias de desenvolvimento de produtos. É neste contexto que a arquitectura de produto adquire relevância não apenas como uma estratégia para a sua concepção mas também pelas suas eventuais implicações organizacionais ao nível das empresas e das indústrias (e.g. Langlois, 2002). A este respeito têm existido diferentes perspectivas sobre a existência ou não de um isomorfismo entre a arquitectura ao nível dos produtos e ao nível organizacional. O propósito desta tese é contribuir para este debate, adoptando uma perspectiva relacional das indústrias tendo por base o quadro conceptual da abordagem de redes industriais (e.g. Axelsson e Easton, 1992). No âmbito desta literatura, os produtos, como "network entities", podem ser vistos como uma manifestação da integração de competências dispersas e em evolução envolvendo empresas inseridas em redes dinâmicas de relações. Nessa medida, reconhece-se a possibilidade das decisões sobre a arquitectura de produto poderem ocorrer no contexto de relacionamentos conectados e parcialmente específicos entre actores. Este quadro conceptual é usado para investigar as dimensões de interacção entre arquitecturas de produto e redes de aprovisionamento. Com essa finalidade, adoptou-se uma pesquisa de tipo intensivo, envolvendo a análise de quatro casos de famílias de produto cujas arquitecturas sofreram alterações ao longo do tempo. Os resultados obtidos através da análise, sugerem que as regras de concepção dos produtos não são facilmente transferíveis para a organização das redes de aprovisionamento.