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Envelhecimento : dos mecanismos moleculares à prevenção primária

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Organização Mundial de Saúde estima, em Portugal, um total de 3,7 milhões de pessoas com mais de sessenta anos até 2050 perfazendo 40% da população. O envelhecimento é o denominador mais comum em qualquer doença não transmissível e um possível catalisador da multimorbilidade. Por esse motivo, surge a “gerociência” com o objetivo de estudar os mecanismos moleculares do envelhecimento e a sua aplicabilidade em medidas preventivas farmacológicas e não farmacológicas. Esta revisão tem como propósito identificar os principais mecanismos moleculares do envelhecimento, bem como explorar o potencial terapêutico antienvelhecimento da nutrição, exercício físico e senoterapia em idosos. Assim, foi realizada uma pesquisa na base de dados Pubmed para artigos publicados de janeiro de 2010 a dezembro de 2023. Os hallmarks do envelhecimento são essenciais para a investigação de novas terapêuticas anti-aging, somando um total de 12, atualmente. Em termos de nutrição, a restrição calórica parece beneficiar os marcadores de risco para doenças cardiovasculares (DCV), apesar da difícil adesão a longo prazo. O jejum intermitente inclui diferentes subtipos e os ensaios clínicos são com populações com distúrbios metabólicos logo sem claro efeito anti-aging. As dietas com um reduzido teor de lípidos, com suficiente aporte de proteínas e com os hidratos de carbono em maioria, trarão o maior número de benefícios em termos de DCV, cancro e mortalidade. No exercício, a OMS tem as suas recomendações para os idosos e vários estudos comprovam o efeito deste nos hallmarks do envelhecimento, com um forte contributo no fortalecimento muscular e na neurodegeneração. Nas terapêuticas farmacológicas temos os agentes senoterapêuticos com destaque para a combinação de dasatinib e quercetina, a fisetina e o UBX0101, todos em ensaios clínicos. Contudo, os estudos ainda são insuficientes para gerar uma conclusão e por consequência a sua aplicação na prática clínica.
Autores principais:Viveiros, Ana Isabel Marques
Assunto:Gerociência Envelhecimento saudável Nutrição do idoso Senoterapia Terapia por exercício
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Organização Mundial de Saúde estima, em Portugal, um total de 3,7 milhões de pessoas com mais de sessenta anos até 2050 perfazendo 40% da população. O envelhecimento é o denominador mais comum em qualquer doença não transmissível e um possível catalisador da multimorbilidade. Por esse motivo, surge a “gerociência” com o objetivo de estudar os mecanismos moleculares do envelhecimento e a sua aplicabilidade em medidas preventivas farmacológicas e não farmacológicas. Esta revisão tem como propósito identificar os principais mecanismos moleculares do envelhecimento, bem como explorar o potencial terapêutico antienvelhecimento da nutrição, exercício físico e senoterapia em idosos. Assim, foi realizada uma pesquisa na base de dados Pubmed para artigos publicados de janeiro de 2010 a dezembro de 2023. Os hallmarks do envelhecimento são essenciais para a investigação de novas terapêuticas anti-aging, somando um total de 12, atualmente. Em termos de nutrição, a restrição calórica parece beneficiar os marcadores de risco para doenças cardiovasculares (DCV), apesar da difícil adesão a longo prazo. O jejum intermitente inclui diferentes subtipos e os ensaios clínicos são com populações com distúrbios metabólicos logo sem claro efeito anti-aging. As dietas com um reduzido teor de lípidos, com suficiente aporte de proteínas e com os hidratos de carbono em maioria, trarão o maior número de benefícios em termos de DCV, cancro e mortalidade. No exercício, a OMS tem as suas recomendações para os idosos e vários estudos comprovam o efeito deste nos hallmarks do envelhecimento, com um forte contributo no fortalecimento muscular e na neurodegeneração. Nas terapêuticas farmacológicas temos os agentes senoterapêuticos com destaque para a combinação de dasatinib e quercetina, a fisetina e o UBX0101, todos em ensaios clínicos. Contudo, os estudos ainda são insuficientes para gerar uma conclusão e por consequência a sua aplicação na prática clínica.