Publicação
Ética no acesso ao medicamento:
| Resumo: | O acesso ao medicamento é um processo muito abrangente que implica uma avaliação terapêutica e económica complexa, onde se incluem medicamentos, incluindo os de terapia avançada. Este é um processo bastante heterogéneo a nível internacional, daí a necessidade de criação de grupos de trabalho e diversas colaborações para otimizar e agilizar os processos, com o objetivo de atenuar as desigualdades existentes. Para garantir uma melhor qualidade de vida e maior esperança de vida, é necessário assegurar o acesso aos medicamentos mais adequados por parte dos países em desenvolvimento e também dos doentes com menor capacidade financeira. Para tal, é necessário que sejam delineadas diversas estratégias tanto pelos governos como pelas várias entidades internacionais que se debruçam sobre esta temática, entre as quais a Organização Mundial de Saúde (OMS) e algumas Organizações não Governamentais (ONG’s). Uma das maiores problemáticas relacionadas com as desigualdades no acesso ao medicamento centra-se nas regras de proteção de patentes. As indústrias farmacêuticas, ao desenvolverem um medicamento, ficam com um controlo económico total sobre o mesmo durante o período abrangido pela patente, o que faz com que o preço desses medicamentos seja extremamente elevado por não existir oferta em comparação com a enorme procura. Tendo isto em consideração, é fácil entender o porquê dos países com menor capacidade financeira terem tantas dificuldades em adquirir medicação e também em fazer chegar essa medicação à sua população que, devido às condições de pobreza, não tem poder financeiro para a comprar. Embora nos últimos anos os indicadores estatísticos apontem para um crescimento muito positivo no acesso ao medicamento, existe ainda um trabalho considerável a desenvolver neste campo. Na história da humanidade existiram duas crises globais, a crise do HIV e mais recentemente a da COVID-19, que alteraram a forma como é agora possível olhar para o futuro do acesso ao medicamento e, durante as mesmas, foram criadas inúmeras estratégias que deveriam ser mais tidas em consideração e aplicadas noutras doenças com menor atenção mediática, mas que são tão ou mais problemáticas que as anteriormente referidas. |
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| Autores principais: | Dias, Nádia Serra |
| Assunto: | Acesso ao medicamento Direitos humanos Estratégias de financiamento HIV COVID-19 Mestrado integrado - 2022 |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O acesso ao medicamento é um processo muito abrangente que implica uma avaliação terapêutica e económica complexa, onde se incluem medicamentos, incluindo os de terapia avançada. Este é um processo bastante heterogéneo a nível internacional, daí a necessidade de criação de grupos de trabalho e diversas colaborações para otimizar e agilizar os processos, com o objetivo de atenuar as desigualdades existentes. Para garantir uma melhor qualidade de vida e maior esperança de vida, é necessário assegurar o acesso aos medicamentos mais adequados por parte dos países em desenvolvimento e também dos doentes com menor capacidade financeira. Para tal, é necessário que sejam delineadas diversas estratégias tanto pelos governos como pelas várias entidades internacionais que se debruçam sobre esta temática, entre as quais a Organização Mundial de Saúde (OMS) e algumas Organizações não Governamentais (ONG’s). Uma das maiores problemáticas relacionadas com as desigualdades no acesso ao medicamento centra-se nas regras de proteção de patentes. As indústrias farmacêuticas, ao desenvolverem um medicamento, ficam com um controlo económico total sobre o mesmo durante o período abrangido pela patente, o que faz com que o preço desses medicamentos seja extremamente elevado por não existir oferta em comparação com a enorme procura. Tendo isto em consideração, é fácil entender o porquê dos países com menor capacidade financeira terem tantas dificuldades em adquirir medicação e também em fazer chegar essa medicação à sua população que, devido às condições de pobreza, não tem poder financeiro para a comprar. Embora nos últimos anos os indicadores estatísticos apontem para um crescimento muito positivo no acesso ao medicamento, existe ainda um trabalho considerável a desenvolver neste campo. Na história da humanidade existiram duas crises globais, a crise do HIV e mais recentemente a da COVID-19, que alteraram a forma como é agora possível olhar para o futuro do acesso ao medicamento e, durante as mesmas, foram criadas inúmeras estratégias que deveriam ser mais tidas em consideração e aplicadas noutras doenças com menor atenção mediática, mas que são tão ou mais problemáticas que as anteriormente referidas. |
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