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Práticas lectivas dos professores de matemática do 3º ciclo do ensino básico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este trabalho visa conhecer como os professores de Matemática do 3.º ciclo do ensino básico se posicionam face às orientações curriculares, bem como conhecer como são as suas práticas lectivas quanto ao tipo de tarefa e material que usam na sala de aula, ao conhecimento que possuem dos seus alunos, ao tipo de comunicação que se estabelece nas suas aulas e ao modo como avaliam os seus alunos. Trata-se de um estudo exploratório, tendo em vista formular hipóteses sobre as práticas lectivas dos professores. A sua metodologia tem por base um questionário, com questões abertas e fechadas, administrado na forma de entrevista, a 42 professores da zona da Grande Lisboa. Nas suas respostas, os professores revelam valorizar o desenvolvimento do aluno como pessoa, destacando-se as capacidades e objectivos de natureza afectiva e social. A capacidade de comunicar assume grande relevo e os professores valorizam os momentos de discussão e argumentação por parte dos alunos. Ao mesmo tempo, consideram fundamental, para o desenvolvimento desta capacidade, que exista um bom ambiente nasala de aula. Apesar da maioria dos professores considerarem as suas turmas heterogéneas, eles são unânimes ao caracterizar o pior aluno da turma como aquele que, embora possuindo algumas capacidades, é mal comportado e se recusa a trabalhar. O instrumento de recolha de dados com maior peso na avaliação dos alunos é o teste escrito, embora os professores também recorram à observação, às questões orais e aos trabalhos escritos para recolherem informações sobre os seus alunos. Em termos gerais, os professores de Matemática do 3.º ciclo, parecem aceitar as orientações curriculares em vigor em Portugal. Isso parece ter alguma expressão no que respeita às práticas profissionais pois, apesar do manual, e das situações de exposição por parte do professor e a resolução de exercícios continuarem a ser muito frequentes nas aulas de Matemática, já existem muitos alunos que têm oportunidade de viver experiências de aprendizagem diversas e de trabalhar com diferentes materiais, incluindo a calculadora.
Autores principais:Mosquito, Elisa Maria Leal
Assunto:Educação Didáctica da matemática Teses de mestrado
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este trabalho visa conhecer como os professores de Matemática do 3.º ciclo do ensino básico se posicionam face às orientações curriculares, bem como conhecer como são as suas práticas lectivas quanto ao tipo de tarefa e material que usam na sala de aula, ao conhecimento que possuem dos seus alunos, ao tipo de comunicação que se estabelece nas suas aulas e ao modo como avaliam os seus alunos. Trata-se de um estudo exploratório, tendo em vista formular hipóteses sobre as práticas lectivas dos professores. A sua metodologia tem por base um questionário, com questões abertas e fechadas, administrado na forma de entrevista, a 42 professores da zona da Grande Lisboa. Nas suas respostas, os professores revelam valorizar o desenvolvimento do aluno como pessoa, destacando-se as capacidades e objectivos de natureza afectiva e social. A capacidade de comunicar assume grande relevo e os professores valorizam os momentos de discussão e argumentação por parte dos alunos. Ao mesmo tempo, consideram fundamental, para o desenvolvimento desta capacidade, que exista um bom ambiente nasala de aula. Apesar da maioria dos professores considerarem as suas turmas heterogéneas, eles são unânimes ao caracterizar o pior aluno da turma como aquele que, embora possuindo algumas capacidades, é mal comportado e se recusa a trabalhar. O instrumento de recolha de dados com maior peso na avaliação dos alunos é o teste escrito, embora os professores também recorram à observação, às questões orais e aos trabalhos escritos para recolherem informações sobre os seus alunos. Em termos gerais, os professores de Matemática do 3.º ciclo, parecem aceitar as orientações curriculares em vigor em Portugal. Isso parece ter alguma expressão no que respeita às práticas profissionais pois, apesar do manual, e das situações de exposição por parte do professor e a resolução de exercícios continuarem a ser muito frequentes nas aulas de Matemática, já existem muitos alunos que têm oportunidade de viver experiências de aprendizagem diversas e de trabalhar com diferentes materiais, incluindo a calculadora.