Publicação
Social media e as mensagens políticas. A exposição seletiva a conteúdos extremistas no YouTube: caso das eleições europeias 2019.
| Resumo: | Este trabalho tem como objetivo de compreender como é que os conteúdos políticos sugeridos pelo YouTube, organizados por algoritmos, podem expor o utilizador a conteúdos de ideologia extremista durante a campanha eleitoral para as Eleições Europeias de 2019, em Portugal, Reino Unido e França. Para tal, foram recolhidos e analisados com recurso ao método qualitativo com abordagem indutiva através da análise crítica do discurso, os 50 vídeos mais vistos e os dez sugeridos no YouTube nestes países para a pesquisa “eleições europeias 2019”. Os resultados revelam que o YouTube sugere ativamente conteúdos de ideologia extremista, tanto na página de resultados como na página do vídeo. No que diz respeito à sua tipologia, os vídeos mais publicados são jornalísticos, seguidos pelos partidos políticos, pessoais, institucionais e associações cívicas. Conclui-se também que esta plataforma dá mais importância a características do vídeo como as interações em detrimento das visualizações para construir as suas sugestões. Este fator aliado à temática tendencialmente populista e sensacionalista dos vídeos extremistas que atraem mais interações, contribuem para que o algoritmo coloque estes vídeos em destaque, o que resulta numa situação de exposição seletiva para o utilizador Para além dos vídeos institucionais de apelo ao voto e, portanto, sem ideologia dominante, observou-se uma tendência para a visualização e sugestão de conteúdos de direita e extrema-direita perante a total ausência de conteúdos moderados e de poucos de esquerda. Destaca-se também a ausência dos partidos políticos que fazem parte do arco governativo em cada um dos seus países em detrimento do aparecimento de outros, mais pequenos, que tiram partido destas novas ferramentas de comunicação política. |
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| Autores principais: | Batista, Nuno Ricardo Esteves |
| Assunto: | Comunicação política Social media exposição seletiva Ideologias políticas Eleições europeias YouTube Political communication Social media Selective exposure Political ideologies European elections YouTube |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este trabalho tem como objetivo de compreender como é que os conteúdos políticos sugeridos pelo YouTube, organizados por algoritmos, podem expor o utilizador a conteúdos de ideologia extremista durante a campanha eleitoral para as Eleições Europeias de 2019, em Portugal, Reino Unido e França. Para tal, foram recolhidos e analisados com recurso ao método qualitativo com abordagem indutiva através da análise crítica do discurso, os 50 vídeos mais vistos e os dez sugeridos no YouTube nestes países para a pesquisa “eleições europeias 2019”. Os resultados revelam que o YouTube sugere ativamente conteúdos de ideologia extremista, tanto na página de resultados como na página do vídeo. No que diz respeito à sua tipologia, os vídeos mais publicados são jornalísticos, seguidos pelos partidos políticos, pessoais, institucionais e associações cívicas. Conclui-se também que esta plataforma dá mais importância a características do vídeo como as interações em detrimento das visualizações para construir as suas sugestões. Este fator aliado à temática tendencialmente populista e sensacionalista dos vídeos extremistas que atraem mais interações, contribuem para que o algoritmo coloque estes vídeos em destaque, o que resulta numa situação de exposição seletiva para o utilizador Para além dos vídeos institucionais de apelo ao voto e, portanto, sem ideologia dominante, observou-se uma tendência para a visualização e sugestão de conteúdos de direita e extrema-direita perante a total ausência de conteúdos moderados e de poucos de esquerda. Destaca-se também a ausência dos partidos políticos que fazem parte do arco governativo em cada um dos seus países em detrimento do aparecimento de outros, mais pequenos, que tiram partido destas novas ferramentas de comunicação política. |
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