Publicação
Artificial intelligence in acute stroke care clinical decision support : a systematic review
| Resumo: | Introdução: O tratamento atempado do Acidente Vascular Cerebral (AVC) é um fator crítico para o seu bom prognóstico, daí a identificação precoce ser essencial. A maioria dos estudos sobre AVC que envolvem inteligência artificial têm como foco principal a deteção do tipo de AVC e/ou localização após o evento, no entanto, existe pouca informação no que toca ao efeito da análise automatizada na prática clínica. Deste modo, decidiu-se elaborar uma revisão sistemática para explorar os efeitos dos sistemas de apoio à decisão clínica (CDSSs) na abordagem ao doente com AVC, quando utilizado por profissionais de saúde na prática clínica. Metodologia: Selecionaram-se RCTs, coortes e estudos retrospetivos, que avaliassem o efeito dos CDSSs no atraso na abordagem ao AVC e impacto no outcome clínico dos doentes. 2362 estudos potencialmente elegíveis foram identificados na base de dados MEDLINE, CENTRAL e Scopus, de 2012 a 2022. 26 artigos full-text foram identificados e, após seleção, foram selecionados 3 estudos para análise final. Os dados foram examinados, extraídos e avaliados por dois revisores independentes. O risco de viés foi avaliado através da ferramenta ROBINS-I. Resultados: Os resultados demonstraram uma redução na mediana do tempo de transferência entre um Primary Stroke Center para um Comprehensive Stroke Center de 38.5% (p=0.0163), na mediana do tempo de entrada até notificação da equipa neuroendovascular de 37.5% (p=0.01), e na mediana do tempo de angio-TC até punção femoral de 41.7% (p=0.026). O impacto nos outcomes clínicos não foi estatisticamente significativo. Conclusão: Os CDSSs demonstraram potencial na redução do atraso na abordagem ao AVC, no entanto, de momento não há evidência para a melhoria de prognóstico. A maioria dos dados são resultantes de estudos com viés crítico ou grave, pelo que um RCT, com baixo viés, formulado para avaliar esta questão, seria clinicamente e cientificamente importante. |
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| Autores principais: | Nunes, Miguel Filipe Gao |
| Assunto: | Acidente vascular cerebral Sistema de apoio à decisão clínica Inteligência artificial Aprendizagem automática Apoio à decisão Cardiologia |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: O tratamento atempado do Acidente Vascular Cerebral (AVC) é um fator crítico para o seu bom prognóstico, daí a identificação precoce ser essencial. A maioria dos estudos sobre AVC que envolvem inteligência artificial têm como foco principal a deteção do tipo de AVC e/ou localização após o evento, no entanto, existe pouca informação no que toca ao efeito da análise automatizada na prática clínica. Deste modo, decidiu-se elaborar uma revisão sistemática para explorar os efeitos dos sistemas de apoio à decisão clínica (CDSSs) na abordagem ao doente com AVC, quando utilizado por profissionais de saúde na prática clínica. Metodologia: Selecionaram-se RCTs, coortes e estudos retrospetivos, que avaliassem o efeito dos CDSSs no atraso na abordagem ao AVC e impacto no outcome clínico dos doentes. 2362 estudos potencialmente elegíveis foram identificados na base de dados MEDLINE, CENTRAL e Scopus, de 2012 a 2022. 26 artigos full-text foram identificados e, após seleção, foram selecionados 3 estudos para análise final. Os dados foram examinados, extraídos e avaliados por dois revisores independentes. O risco de viés foi avaliado através da ferramenta ROBINS-I. Resultados: Os resultados demonstraram uma redução na mediana do tempo de transferência entre um Primary Stroke Center para um Comprehensive Stroke Center de 38.5% (p=0.0163), na mediana do tempo de entrada até notificação da equipa neuroendovascular de 37.5% (p=0.01), e na mediana do tempo de angio-TC até punção femoral de 41.7% (p=0.026). O impacto nos outcomes clínicos não foi estatisticamente significativo. Conclusão: Os CDSSs demonstraram potencial na redução do atraso na abordagem ao AVC, no entanto, de momento não há evidência para a melhoria de prognóstico. A maioria dos dados são resultantes de estudos com viés crítico ou grave, pelo que um RCT, com baixo viés, formulado para avaliar esta questão, seria clinicamente e cientificamente importante. |
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