Publicação
Tuberculose multirresistente em Lisboa
| Resumo: | Portugal apresenta a quarta maior taxa de incidência de tuberculose da União Europeia, 31 casos por cada 100 000 habitantes em 2005. A Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, composta pelos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal, apresenta-se como uma das regiões com maior incidência do país. O distrito de Lisboa em particular apresenta uma taxa de 38,6 casos por cada 100 000 habitantes. A situação é ainda agravada pelas elevadas taxas de multirresistência, que representam não só uma séria ameaça ao controlo da tuberculose, como também constituem um elevadíssimo encargo para o sistema nacional de saúde. O estudo presente teve como finalidade avaliar a situação na Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo relativamente à dinâmica de transmissão da tuberculose resistente e aquisição da resistência. Foram analisados 94 isolados clínicos resistentes a um ou mais antibacilares de primeira linha. Estes isolados foram genotipados pela técnica de MIRU-VNTR e caracterizados relativamente aos genes associados à resistência a antibacilares de primeira linha: inhA, katG, rpoB, rpsL, rrs, embB e pncA. Foram ainda analisados os perfis de resistência a antibacilares de primeira e segunda linha. No decorrer do trabalho foram estabelecidas as mutações mais prevalentes associadas à resistência a antibacilares de primeira linha. Verificou-se que a maioria das estirpes multirresistentes que circula na região continua a pertencer à família Lisboa, descrita há mais de 10 anos, e cuja falha na contenção assegurou uma crescente aquisição de resistência. A maioria destas estirpes é agora extensivamente resistente. Dos isolados multirresistentes estudados, 48,7% eram extensivamente resistentes. Foi ainda detectado um possível surto ou emergência de uma nova estirpe extensivamente resistente. Os clusters genéticos encontrados puderam ser discriminados recorrendo às mutações encontradas. Tal, permitiu igualmente a avaliação da dinâmica de aquisição de resistência pelas várias estirpes |
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| Autores principais: | Perdigão, João Ruben Lucas |
| Assunto: | Epidemiologia molecular Tuberculose multirresistente Resistência aos antibióticos Teses de mestrado |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Portugal apresenta a quarta maior taxa de incidência de tuberculose da União Europeia, 31 casos por cada 100 000 habitantes em 2005. A Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, composta pelos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal, apresenta-se como uma das regiões com maior incidência do país. O distrito de Lisboa em particular apresenta uma taxa de 38,6 casos por cada 100 000 habitantes. A situação é ainda agravada pelas elevadas taxas de multirresistência, que representam não só uma séria ameaça ao controlo da tuberculose, como também constituem um elevadíssimo encargo para o sistema nacional de saúde. O estudo presente teve como finalidade avaliar a situação na Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo relativamente à dinâmica de transmissão da tuberculose resistente e aquisição da resistência. Foram analisados 94 isolados clínicos resistentes a um ou mais antibacilares de primeira linha. Estes isolados foram genotipados pela técnica de MIRU-VNTR e caracterizados relativamente aos genes associados à resistência a antibacilares de primeira linha: inhA, katG, rpoB, rpsL, rrs, embB e pncA. Foram ainda analisados os perfis de resistência a antibacilares de primeira e segunda linha. No decorrer do trabalho foram estabelecidas as mutações mais prevalentes associadas à resistência a antibacilares de primeira linha. Verificou-se que a maioria das estirpes multirresistentes que circula na região continua a pertencer à família Lisboa, descrita há mais de 10 anos, e cuja falha na contenção assegurou uma crescente aquisição de resistência. A maioria destas estirpes é agora extensivamente resistente. Dos isolados multirresistentes estudados, 48,7% eram extensivamente resistentes. Foi ainda detectado um possível surto ou emergência de uma nova estirpe extensivamente resistente. Os clusters genéticos encontrados puderam ser discriminados recorrendo às mutações encontradas. Tal, permitiu igualmente a avaliação da dinâmica de aquisição de resistência pelas várias estirpes |
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