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Complicações associadas a procedimentos cirúrgicos em gatos com nefro-ureterolitíase obstrutiva : estudo retrospetivo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A obstrução ureteral é uma doença com uma incidência crescente. Devido ao seu contexto de ocorrência em urgência médico-cirúrgica, existem disponíveis várias opções de tratamento, sendo a ureterotomia e a colocação de um “bypass” ureteral subcutâneo (SUB) dois tratamentos cirúrgicos frequentemente realizados. Este estudo procurou analisar as complicações pós-cirúrgicas em gatos submetidos a ureterotomia/ureteroneocistostomia e a colocação de um SUB, assim como a progressão da concentração sérica de creatinina através da revisão retrospetiva de uma série de casos. Foram recolhidos e analisados os dados de 33 gatos diagnosticados com obstrução ureteral por litíase e tratados cirurgicamente no Hospital Escolar Veterinário e na Clínica Veterinária Vetlírios, entre janeiro de 2013 e outubro de 2022. Observaram-se complicações em 76% dos animais do grupo SUB e em 62% dos gatos do grupo Ureterotomia. Em ambos os grupos, o aparecimento de sinais de doença renal crónica (DRC) foi a complicação mais frequentemente observada. Verificou-se que havia menor chance de ocorrer desenvolvimento de complicações de grau 2 no grupo Ureterotomia (p=0,001, OR=0,066). Observou-se uma associação significativa entre a presença de nefrólitos ipsilaterais e o tipo de cirurgia e uma menor chance de realização de ureterotomia na presença de nefrólitos ipsilaterais (p=0,017; OR=0,0810). O grupo SUB apresentava uma concentração sérica de creatinina média significativamente mais elevada em relação ao grupo Ureterotomia (p<0,001), assim como uma redução mais pronunciada dos valores de creatinina ao longo do tempo. A mortalidade não variou significativamente entre os grupos e foi atribuída, na maioria dos casos, ao agravamento da insuficiência renal. Os resultados enfatizam a importância de uma monitorização regular após a cirurgia e de uma escolha cuidadosa da técnica cirúrgica, já que ambos os procedimentos estudados apresentam vantagens e desvantagens
Autores principais:Jorge, Rita Barros
Assunto:Bypass ureteral subcutâneo Gato Obstrução ureteral Ureterolitíase Ureterotomia Subcutaneous ureteral bypass Cat Ureteral obstruction Ureterolithiasis Ureterotomy
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A obstrução ureteral é uma doença com uma incidência crescente. Devido ao seu contexto de ocorrência em urgência médico-cirúrgica, existem disponíveis várias opções de tratamento, sendo a ureterotomia e a colocação de um “bypass” ureteral subcutâneo (SUB) dois tratamentos cirúrgicos frequentemente realizados. Este estudo procurou analisar as complicações pós-cirúrgicas em gatos submetidos a ureterotomia/ureteroneocistostomia e a colocação de um SUB, assim como a progressão da concentração sérica de creatinina através da revisão retrospetiva de uma série de casos. Foram recolhidos e analisados os dados de 33 gatos diagnosticados com obstrução ureteral por litíase e tratados cirurgicamente no Hospital Escolar Veterinário e na Clínica Veterinária Vetlírios, entre janeiro de 2013 e outubro de 2022. Observaram-se complicações em 76% dos animais do grupo SUB e em 62% dos gatos do grupo Ureterotomia. Em ambos os grupos, o aparecimento de sinais de doença renal crónica (DRC) foi a complicação mais frequentemente observada. Verificou-se que havia menor chance de ocorrer desenvolvimento de complicações de grau 2 no grupo Ureterotomia (p=0,001, OR=0,066). Observou-se uma associação significativa entre a presença de nefrólitos ipsilaterais e o tipo de cirurgia e uma menor chance de realização de ureterotomia na presença de nefrólitos ipsilaterais (p=0,017; OR=0,0810). O grupo SUB apresentava uma concentração sérica de creatinina média significativamente mais elevada em relação ao grupo Ureterotomia (p<0,001), assim como uma redução mais pronunciada dos valores de creatinina ao longo do tempo. A mortalidade não variou significativamente entre os grupos e foi atribuída, na maioria dos casos, ao agravamento da insuficiência renal. Os resultados enfatizam a importância de uma monitorização regular após a cirurgia e de uma escolha cuidadosa da técnica cirúrgica, já que ambos os procedimentos estudados apresentam vantagens e desvantagens